Encontro promove busca da autodefinição quilombola com apoio técnico da Emater em Pinheiro Machado

A ancestralidade foi à pauta principal das discussões destacando a importância da preservação das tradições. (Foto: Divulgação)

*Com informações da Assessoria de Imprensa

Na quinta-feira (13), moradores do segundo distrito de Pinheiro machado, na localidade de Costa do Arroio Boeci, deram um passo importante rumo ao reconhecimento oficial como comunidade quilombola. O encontro reuniu cerca de 25 participantes em um encontro coletivo que marcou o início do processo de auto definição, etapa fundamental para o acesso a direitos e políticas públicas específicas.

A reunião foi realizada na residência de uma moradora da comunidade e teve como foco a reafirmação da ancestralidade quilombola, fortalecendo a identidade coletiva e a organização social do grupo. A iniciativa contou com a coordenação da extensionista rural da Emater/RS-Ascar, Rozana Moraes da Silva, além da participação de assistentes técnicos regionais da instituição. Também estiveram presentes representantes de comunidades quilombolas já reconhecidas das localidades de Carro Quebrado, Aberta do Cerro e Alto Bonito, que contribuíram com relatos e reflexões sobre identidade, memória coletiva e os caminhos necessários para a formalização do reconhecimento oficial como remanescentes de quilombo.

Durante o encontro, a ancestralidade foi à pauta principal das discussões destacando a importância da preservação das tradições, o fortalecimento dos vínculos históricos e a transmissão de saberes entre gerações como pilares para a consolidação da identidade quilombola. Além disso, o grupo debateu os próximos passos do processo, como a elaboração do relato histórico, a organização da documentação exigida e os encaminhamentos para a obtenção da Certidão de Autodefinição.

A programação incluiu ainda a participação de representantes da Comunidade Quilombola Tio Dô, do município de Santana da Boa Vista, que compartilharam a experiência vivenciada durante o processo de certificação junto à Fundação Cultural Palmares. Os relatos abordaram os desafios enfrentados, os aprendizados ao longo do percurso e os impactos positivos do reconhecimento oficial, especialmente no acesso a políticas públicas.

Segundo a extensionista rural da Emater Rozana Moraes da Silva, a expressiva participação dos moradores demonstra o comprometimento da comunidade com as próximas etapas. “O processo de autodefinição é construído coletivamente, a partir da memória, da ancestralidade e da organização social. A mobilização comunitária é essencial para que o reconhecimento avance com legitimidade e força”, destaca.