Vacina veterinária contra coronavírus não pode ser usada em humanos, diz professora da UFPel

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“Não há possibilidade de uma vacina veterinária ser usada em humanos”. Essa declaração, da coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Veterinária da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Sílvia Hubner, é um esclarecimento para a informação que circula em mídias sociais de que a vacina veterinária para imunização contra o coronavírus poderia ser utilizada para seres humanos.

O primeiro esclarecimento da docente é que, embora já haja vacina para o coronavírus voltada para os animais, esta é para outros vírus dessa família e não teria efeito para a versão que causa a pandemia. Sílvia explica que, mesmo todos sendo conhecidos como coronavírus, eles são muito diferentes entre si e, muitas vezes, infectam espécies específicas. Dessa forma, as proteínas que induziriam a imunidade em cada uma dessas cepas virais não são compartilhadas entre tais possíveis alvos.

Além disso, além de uma vacina veterinária não causar a proteção, justamente por não oferecer o gatilho que geraria a imunidade necessária para seres humanos, a aplicação poderia gerar reações no local do corpo ou até mesmo efeitos danosos no receptor.

A coordenadora do PPG em Veterinária esclarece ainda que a vacina veterinária para as antigas formas do coronavírus já existe há muito tempo e faz parte da rotina de vacinação dos animais de estimação.