Organizadores apresentam área e programação da 36ª Abertura da Colheita do Arroz

Evento cresce em número de expositores e reforça o debate sobre mercado, sustentabilidade e inovação na cadeia arrozeira. (Foto: Luciara Schneid/JTR)

A menos de um mês para o início da 36ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas, as entidades organizadoras fizeram a apresentação oficial da área, números e conjuntura atual de mercado, que antecedem o evento, que ocorre pelo oitavo ano consecutivo na sede da Estação Experimental Terras Baixas (EETB) da Embrapa Clima Temperado, localizada no Capão do Leão. O evento é realizado pela Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), com correalização da Embrapa e do Senar RS, além do patrocínio premium do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga). O certame ocorre de 24 a 26 de fevereiro.

Mesmo com a crise do setor, sinalizada pelo baixo preço de cotação do saco do cereal no mercado, o evento apresentou crescimento de 15% no número de expositores, o que denota toda a força da cadeia produtiva arrozeira. O presidente da Federarroz, Denis Dias Nunes, destacou que cada vez mais o evento fica encorpado, sendo referência na Metade Sul e trazendo tecnologia e informação da lavoura arrozeira, demais culturas e sistema pecuário. “A sustentabilidade das propriedades é cada vez maior e temos investido e trabalhado para isso”, ressaltou. Ele comentou ainda as oportunidades de mercado que devem ser abertas frente à perspectiva de tratado de livre comércio entre os países do Mercosul e a União Europeia.

O tema deste ano “Cenário atual e perspectivas: conectando campo e mercado” deve dar enfoque especial às questões mercadológicas frente aos desafios enfrentados pelo setor. “Este ano teremos um evento maior, com 230 expositores e 50 nas vitrines tecnológicas, 15% a mais em relação ao ano passado”, anunciou Nunes. Segundo ele, o momento não é de comemoração, mas de trazer informações aos produtores para que haja resiliência para enfrentar os momentos ruins.

Ele revela ainda, que no ano passado, acessaram o evento 20 mil participantes, de 18 estados brasileiros, 17 países e 180 municípios gaúchos. Ele destacou ainda, o estacionamento pago, cuja arrecadação é destinada à Ong Semear, do Capão do Leão, que atende crianças em vulnerabilidade. Como em anos anteriores, haverá restaurante com buffet e áreas de lanche aos visitantes. “O objetivo é oferecer aos produtores, em especial de terras baixas, informações qualificadas para melhor tomada de decisão frente aos diversos desafios que o setor produtivo tem enfrentado”, ressaltou.

Programação reúne vitrines tecnológicas, lançamentos de cultivares, painéis técnicos e integração entre produtores, pesquisa e agroindústria. (Foto: Luciara Schneid/JTR)

Programação diversificada é destaque

As vitrines tecnológicas têm roteiro guiado pela manhã, a partir das 7h e livre visitação à tarde, com cerca de 50 empresas e instituições de pesquisa e 35 lavouras demonstrativas, com arroz, soja, milho e pastagens, incluindo alternativas como capim sudão e sorgo, destacou. “Apresentam suas tecnologias as instituições de pesquisa, universidades, empresas de genética e proteção de cultivos, fertilizantes, implementos e outros para oferecer ao produtor uma visão integrada do sistema, considerando crescente complexidade da lavoura moderna”, ressalta.

Serão três dias de programação intensa em três auditórios, o principal Frederico Costa, organizado pelo Senar RS, a Arena de Inovação, espaço de conexão entre startups e empresas agropecuárias, e o estande da Embrapa, com sua programação técnica. Ele destaca no dia 26, a reunião ordinária da Câmara Setorial do Arroz, que entre outros temas deve discutir a viabilidade do uso do arroz na produção de etanol e, no dia 24, às 18h30min, a entrega da pá do Arroz aos destaques do setor arrozeiro.

Ele também ressaltou a presença da Agricultura Familiar, que teve o pavilhão duplicado e terá a participação de 20 empreendimentos que irão oferecer produtos alimentícios de agroindústrias da região, além de artesanato e plantas. Por fim, ele destacou a realização no último dia, às 16h30min, do ato simbólico da abertura oficial da colheita do arroz e grãos em terras baixas, com a presença de produtores e lideranças do setor, que ocorrerá na lavoura Breno Prates.

O chefe-geral da Embrapa Clima Temperado, Leonardo Ferreira Dutra, anunciou entre a novidades apresentadas pela instituição nas vitrines está a apresentação de tipos especiais de arroz, com foco em diferentes usos e nichos de mercado. Uma das variedades, a cultivar de arroz negro BRSAS707 será lançada no dia 26, às 14h15, no estande da instituição. Menciona ainda, o arroz vermelho BRS 902, japônico BRS 358, a BRS Pampa CL e a BRS Pampeira, com potencial para atingir produtividades superiores a 12 toneladas por hectare.

Ao longo dos três dias, será promovida uma série de palestras com diferentes temas. Destaque para o painel usos do arroz, que ocorre no dia 26, a partir das 9h30min. A programação inclui ainda os painéis Integração Lavoura-Pecuária (ILP), Diversificação de culturas: inverno e verão e Bioinsumos. Além dos grãos, a vitrine da instituição destaca o tema ILP, com a apresentação de mais de 20 cultivares forrageiras para uso em rotação e sucessão de culturas, para a sustentabilidade do sistema produtivo. O sistema sulco-camalhão também estará mais uma vez em evidência.

As inscrições ao evento são gratuitas e podem ser feitas no site www.colheitadoarroz.com.br.