Diretor da Embrapa Clima Temperado destaca a tradição da cultura orizícola na região

À frente da Embrapa Clima Temperado, Waldyr Stumpf Jr, destaca a participação da instituição no desenvolvimento da agricultura local. (Foto: Julia Barcelos/JTR)

Uma das entidades correalizadoras da 34ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas, e anfitriã do evento, na Estação Experimental Terras Baixas, a Embrapa Clima Temperado vê o evento como oportunidade para conversar com diferentes representantes do setor, de extrema importância para o estado e para o país. É o que afirma o diretor-geral Waldyr Stumpf Jr., em entrevista ao programa Zona Sul em Movimento.

Ele destaca que grande parte do arroz produzido no país é oriundo da região. “Então ela é uma área onde existe uma tradição, existe um conhecimento, existe toda uma estrutura que historicamente vem trabalhando com arroz irrigado, arroz de altíssima qualidade e hoje atingindo produtividades significativas,” conta.

Com o evento sendo um ponto de encontro estratégico para o setor, fortalecendo a cadeia produtiva e destacando a importância do agronegócio na região, Stumpf declara que a participação da indústria nessa visão sistêmica é fundamental. “É a indústria quem coloca o produto no mercado, e ela tem que disponibilizar um produto no mercado que seja aceito pela sociedade. Então, a Embrapa faz essa busca de demandas tentando identificar o que a sociedade quer, o que a indústria precisa e o que a pesquisa tem que entregar como solução tecnológica” diz.

Ele aponta, no entanto, que a região se desenvolveu, diversificando a produção para outras culturas e áreas, como a pecuária.

“Aquilo que era 20 anos atrás, 30 anos atrás, uma produção quase que única de arroz, hoje conta com uma diversificação neste espaço. Onde há soja, milho, sorgo e cereais de inverno, começaram a ser produzidos também como uma forma de utilizar melhor as áreas de produção,” aponta o diretor-geral, acrescentando que hoje tem-se clareza de que a Embrapa está inserida em um mercado global e que não sinaliza só o preço.

Sendo a Embrapa uma instituição que trabalha a ciência, o desenvolvimento de tecnologias e o conhecimento, Stumpf adiciona ainda, junto da cadeia produtiva, vai identificando, buscando resolver problemas e construir soluções, de forma a olhar o agro ecossistema como um conjunto e não uma cultura isolada.

“Os ganhos têm sido muito grandes, na produção de arroz a produtividade aumentou, a eficiência da lavoura aumentou, diminuiu a quantia de água utilizada, há uma otimização do processo, as máquinas foram sendo melhor trabalhadas e desenvolvidas,” pontuou.
Tendo sede em Monte Bonito, 9º Distrito de Pelotas, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) possui ainda, além da Estação Experimental Terras Baixas em Capão do Leão, uma unidade no 5º Distrito pelotense, com a Estação Experimental da Cascata.