Armazém do Campo é inaugurado em Pelotas

Agora com sede também em Pelotas, o Armazém do Campo passa a comercializar produtos oriundos da reforma agrária. (Foto: SEEB Pelotas e Região)

Partindo de uma iniciativa do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o Armazém do Campo, que possui uma rede de comercialização espalhada por todo o país, abriu oficialmente as suas portas para a comunidade pelotense no sábado (25).

No dia da inauguração, o público foi recebido das 15h30 à meia noite, com uma extensa Programação Cultural, mas é importante ficar atento, também, para o horário de funcionamento a partir da próxima semana. De terça à quinta-feira, o atendimento será das 9h às 22h; na sexta, este horário se estende até a meia-noite e, no sábado, o espaço funcionará das 10h às 16h. O Armazém fica localizado em frente à Praça Conselheiro Maciel, na rua Padre Anchieta, esquina com a Três de Maio – nas imediações da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Pelotas (UFPel).

“Com essa inauguração a gente sela uma junção de luta, de trabalho conjunto, entre os trabalhadores do campo e da cidade. A gente já vinha com o Armazém funcionando, em uma escala menor, realizando alguns testes, promovendo atividades culturais, e foi criando o circuito regional da agricultura familiar, com produtos que chegam toda terça-feira”, explica Diego Gonçalves, membro do Coletivo do Armazém do Campo Pelotas.

Gonçalves conta que, durante os últimos meses, o coletivo do Armazém foi aumentando a diversidade do estoque, fechando parcerias locais e, de forma concomitante, modulando a capacidade de atendimento do espaço, para garantir a viabilidade do projeto. “Entendemos que chegou o momento da gente realizar este ato simbólico de inauguração, para dar uma maior visibilidade ao trabalho que está sendo realizado e estabelecer uma rotina enquanto ponto de comercialização da agricultura familiar e agroecológica, que está sendo pensado, também, enquanto um ponto de cultura e de formação política”, afirma.

Em nome do coletivo do Armazém do Campo de Pelotas, Gonçalves faz questão de salientar o envolvimento de muitas entidades e pessoas no processo de viabilização do projeto. “É uma produção que vem de todo o país, agregando diferentes saberes e culturas, e que são comercializados seguindo os princípios dos movimentos sindical e social, ressaltando a luta dos trabalhadores do campo e da cidade, em busca de propiciar um ambiente de discussão sobre temas relacionados aos direitos sociais, à agroecologia e à democracia”, ressalta.

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