Pelotas: Com queda em crimes contra a vida, prefeita apresenta Relatório de Segurança do Município

Crimes Violentos Letais Intencionais e Crimes Patrimoniais registram queda significativa nos últimos anos. (Foto: Bianca Bichet/JTR)

A prefeita Paula Mascarenhas (PSDB) se reuniu, nesta quarta-feira (1º), com representantes das forças que integram o Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM), em uma coletiva de imprensa realizada no Salão Nobre do Paço Municipal. Paula apresentou os dados do Relatório de Segurança do Município referentes a 2022, realizados pelo Observatório de Segurança Pública e Prevenção Social de Pelotas, que registram quedas nos índices de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) e Crimes Patrimoniais (CP).

Nos crimes contra a vida, o município alcançou a menor taxa de CVLI desde que começou a ser registrado pelo Observatório de Segurança Pública em 2017. Em 2021, o índice foi de nove registros por 100 mil habitantes, enquanto que em 2022 a proporção foi de 7,09 por 100 mil. Em 2017, o número era de 34,8 registros. “O maior objetivo para 2023 é preservar as quedas nos índices de criminalidade e violência no município”, pontuou a prefeita.

A cidade também registra diminuição nos crimes patrimoniais em relação a 2021. Roubos em comércios, residências e de veículos exibiram queda de 2%, 3% e 26%, respectivamente. Em 2022 foram 125 roubos a comércios, 50 a veículos e 1.028 contra pedestres. Já os furtos de residências mostraram alta de 94% em relação a 2021, com 392 ocorrências contra 202 no ano anterior.

O chefe da 7ª Delegacia da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Sérgio Bilhalva, destaca a tecnologia como grande aliada. “A gente não parou durante a pandemia e estamos evoluindo cada vez mais nas áreas de informática, principalmente na área de inteligência das polícias, para conseguir pilotar qualquer tipo de desvio de conduta dos criminosos”, disse.

De acordo com o RS Seguro, do governo do Estado, Pelotas se encontra na segunda posição do ranking das cidades com a maior redução no número de homicídios, entre 2019 e 2022. O município teve uma redução de 68,42%, passando de 57 homicídios em 2019 para 18 em 2022. Esses dados, segundo a administração municipal, são resultados de diversas ações integradas e, principalmente, de um trabalho coletivo do Pacto Pelotas pela Paz.

“A região de Pelotas ganhou muito com a chegada do 5° Batalhão de Polícia de Choque (BPChq), uma tropa especializada que fez crescer o número de policiais na região em mais de 100, contribuindo para diminuição da criminalidade local”, afirma Bilhalva.

O policial rodoviário federal destaca, ainda, que as dificuldades são inevitáveis, principalmente se levar em consideração a parte orçamentária, principalmente por conta dos efetivos, pois houve um aumento da população nos últimos anos junto com uma diminuição de policiais. “Estamos correndo atrás do governo federal e das polícias estaduais para aumentar o efetivo na região”, destaca.

A 5ª Delegacia Penitenciária Regional (DPR) também participa das ações em prol da segurança. “Além de contribuirmos na parte da inteligência de uma forma mais direta, também realizamos a fiscalização com apenados em regime de prisão domiciliar, onde as fiscalizações são frequentes, com o objetivo de verificar se eles realmente estão cumprindo de maneira correta e se estão no endereço cadastrado”, conta o delegado da 5ª DPR, Thalison Crizel Coll.

O delegado também reafirma a importância do trabalho coletivo. “Contribuímos bastante nas ações, mas é importante ressaltar a união entre a Brigada Militar, Polícia Civil e demais instituições que fazem parte do Pacto Pelotas pela Paz”, aponta.

Metodologia

Conforme a administração, o relatório considera sempre três cenários: comparação com 2017 (início do controle por meio do Pacto Pelotas pela Paz), 2019 (início do programa RS Seguro), e com o ano anterior. O compilado é composto por tabelas com e evolução dos números por ano, por meses, além de gráficos e mapas com identificação das áreas de maior ocorrência. O índice usado para medir a segurança pública é o mesmo utilizado em todo país que considera a taxa de crimes por 100 mil habitantes.

O levantamento está dividido em dois indicadores: Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) englobam homicídio doloso, latrocínio, feminicídio, encontro de cadáver com sinais de violência, morte decorrente de intervenção policial e lesão corporal seguida de morte. O outro é o Crime Patrimonial que analisa os roubos a comércio, pedestres, transporte público, além de roubos e furtos de residências e de veículos.

Confira os números apresentados no relatório

Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI)

2017 – 120

2018 – 90

2019 – 74

2021 – 31

2022 – 23

-81% entre 2017 e 2022

-26% entre 2021 e 2022

Taxa de CLVI/100mil

2017 34,8

2018 26,3

2019 21,6

2020 10,5

2021 9

2022 7,1

– 80% entre 2017 e 2022

21% entre 2021 e 2022

Crimes contra o Patrimônio

Roubo a comércio

2017 – 331

2019 – 183

2021 – 128

2022 – 125

– 62% entre 2017 e 2022

– 2% entre 2021 e 2022

Roubo a veículo

2017 – 271

2019 – 109

2021 – 68

2022 – 50

– 82% entre 2017 e 2022

– 26% entre 2021 e 2022

Roubo a pedestre

2017 – 3.261

2019 – 2.137

2021 – 964

2022 – 1.028

– 68% entre 2017 e 2022

– 7% entre 2021 e 2022

Furto a Residência

2017 – 621

2019 – 570

2021 – 202

2022 – 392

– 37% entre 2017 e 2022

94 % entre 2021 e 2022

Fonte: Observatório de Segurança Pública da Prefeitura de Pelotas