Senac Pelotas sedia etapa regional de competição de cozinheiros

Na primeira parte, realizada na quarta-feira, os competidores tiveram que preparar uma entrada fria de salada de maionese. (Foto: Álvaro Guimarães/JTR)

A unidade do Senac Pelotas mergulhou em um clima de Master Chef, nesta quarta-feira (2), com o início da Etapa Regional das Competições Senac-RS para cozinheiros. A competição selecionará o representante do Rio Grande do Sul no torneio nacional, marcado para outubro de 2025. Participam da competição oito alunos de seis escolas Senac: Pelotas, Porto Alegre, Bento Gonçalves, Gramado, Santa Cruz e Santo Ângelo.

“Essa é a maior competição de educação profissional do Brasil e uma das maiores do mundo, que acontece de dois em dois anos, são as Olimpíadas da educação profissional. E em Pelotas, a gente está recebendo uma etapa estadual com os melhores estudantes do Rio Grande do Sul. E com uma competição como essa destacamos a principal marca formativa do Senac que é a associação entre teoria e prática, que nesse caso é botar a mão na massa literalmente”, explicou o diretor do Senac Pelotas, Tiago Radmann.

A escolha da cidade para receber a etapa estadual está baseada na tradição gastronômica local e na excelência da unidade, que mantém 20 cursos na área e forma entre 600 e 700 novos profissionais a cada ano.

“Receber esses estudantes só reforça a importância da formação que o Senac desenvolve na área de gastronomia para a região como um todo, pois hoje, os principais restaurantes da cidade têm alunos formados pelo Senac em suas equipes e a principal escola de gastronomia da região é a escola do Senac em Pelotas”, afirmou.

Três dias de tensão nas cozinhas

A competição para escolher o melhor aluno-cozinheiro do Estado dura três dias, nos quais os competidores enfrentam fases com diferentes graus de dificuldades e exigências sob o olhar atento dos avaliadores.

Na primeira parte, realizada nesta quarta-feira, os competidores tiveram que preparar uma entrada fria de salada de maionese. O módulo seguinte prevê o preparo de dois pratos, sendo um principal com galeto, rúcula e abóbora e uma sobremesa com erva-mate e bergamota. O desafio final consiste de uma prova surpresa.

Os cozinheiros passam por dois tipos de avaliação: de pista e júri cego. Na primeira, os professores julgam a higienização, organização, fluxo operacional e a segurança do trabalho. O júri cego avalia o sabor, a textura, a complexidade do prato, o visual e a criatividade.

“Temos uma planilha com vários critérios de avaliação e vamos fazendo um somatório de cada pontuação para montar a nota final. Os dois melhores passam para a classificação final, se mudam para Porto Alegre para realizar um treinamento de seis meses, que é o treinamento pré-nacional. Ao final, um deles é selecionado para representar o Rio Grande do Sul”, explicou Tiago Bertuol, treinador regional e avaliador nacional das competições Senac.

Durante o período do treinamento, o Senac-RS garante aos finalistas uma bolsa para cobrir todas as despesas com moradia, alimentação e transporte. “A gente dá as melhores condições para o competidor ter a melhor performance de treinamento”, disse.

Pelo que viu no primeiro dia de competição, Bertuol prevê três dias muito intensos nas cozinhas do Senac Pelotas. “Eles entraram focados, estão determinados, estão conseguindo manter seu planejamento, que não é fácil com a pressão de ter avaliadores cruzando na frente deles o tempo todo. Vai ser uma competição bem acirrada”, comentou.

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Créditos: Álvaro Guimarães/JTR