Prefeitura de Pelotas inaugura República para jovens de 18 a 21 anos

Prefeita Paula Mascarenhas realiza a inauguração da República - serviço da Secretaria de Assistência Social - Foto: Gustavo Vara

Foi inaugurada na quinta-feira (20), a República para Jovens Adultos que completam 18 anos em abrigos institucionais. Ela ocupa o antigo prédio do abrigo Esperança, na rua Otacílio Câmara, no Areal. A prefeita Paula Mascarenhas e o vice-prefeito Idemar Barz conheceram nesta manhã as instalações do espaço e a equipe que auxiliará os jovens que passarem pela casa, que já está apta para receber novos moradores.

Durante a visita, Paula parabenizou o trabalho realizado e salientou que essa é uma grande conquista, tanto para o Município – que trabalha para reforçar cada vez mais a rede protetiva existente – quanto para os jovens que serão recebidos, pois eles terão a oportunidade de aprender, se desenvolver e progredir.

De acordo com o secretário de Assistência Social do Município, José Olavo Passos, a República receberá os jovens que chegam à maioridade, enquanto estão institucionalizados. No local poderão permanecer seis pessoas por vez. “Eles completam 18 anos em acolhimento institucional e, ao sair, não têm para onde ir quando não retornaram para as famílias originais, nem foram adotados. Assim, eles terão tempo para organizar as suas vidas. Vão receber orientações de como realizar as tarefas domésticas e para buscar a rede de educação, mas serão responsáveis pela organização da casa, cozinhar e tomarão suas decisões. Poderão ficar até completar 21 anos”, explicou Passos.

O abrigo terá um coordenador externo e uma equipe psicossocial de apoio, caso seja necessário. A Prefeitura se responsabilizará pelo pagamento de energia, água e alimentação. O restante das despesas será de responsabilidade dos próprios jovens.

De acordo com a coordenação da casa, o quadro de servidores que farão o cuidado e acompanhamento dos futuros moradores é composto por onze servidores.
Passos diz que uma grande ansiedade dos jovens que vivem nos abrigos é sobre para onde irão quando completarem 18 anos. “Hoje eles precisam ir para a casa de um conhecido, Casa de Passagem ou para o Centro Pop. São mais pessoas em situação de rua e nós queremos que eles tenham mais oportunidades”, apontou.

O coordenador geral dos abrigos de Pelotas, Juliano Nunes, e a responsável geral do local, Solange da Rocha, ressaltaram que o trabalho que será desenvolvido com os futuros moradores do abrigo visa oferecer a oportunidade dos jovens trabalharem a própria autonomia, conquistarem qualificação profissional e a possibilidade de seguirem suas vidas de maneira independente. Ainda segundo os gestores, a equipe de servidores passará por capacitações para receber – da melhor forma – quem necessitar de acolhimento.

A juíza da Infância e Juventude Alessandra Couto de Oliveira e a promotora da Infância e da Juventude Luciara Robe da Silveira, também acompanharam a visita.

Estrutura da República
De acordo com os administradores da casa, todos os cuidados em relação à pandemia de Covid-19 estão sendo tomados.

A residência possui, ao todo, quatro quartos, sendo um destinado a pessoas que porventura tenham filhos ou estejam gestantes, além de cinco banheiros, sala, lavanderia, cozinha, sala interativa e quintal.

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