Missão à China destaca inovação e tecnologia como motores da competitividade em reunião da ACP

Os palestrantes da vez foram: o diretor do Jornal Tradição Regional, Adilson Cruz; a advogada e corretora internacional de imóveis, Marisa Buss; e o empresário Daniel Peglow. (Foto: Divulgação)

Com mais de 140 participantes, a Associação Comercial de Pelotas (ACP) realizou, nesta quinta-feira (9), a reunião-almoço Tá na Hora do mês de julho, tornando conhecidos os aspectos da missão que o Sicredi Interestados levou à China no mês de maio. Três palestrantes dividiram o tempo para falar, principalmente, sobre como a inovação está impactando a vida dos chineses, o sistema produtivo do país e os avanços do e-commerce. São eles: o diretor do Jornal Tradição Regional, Adilson Cruz; a advogada e corretora internacional de imóveis, Marisa Buss; e o empresário Daniel Peglow.

Marisa, a primeira palestrante, traçou um panorama das novas cidades chinesas, dentro dos novos processos de construção rápida, com a utilização de linhas de montagem que levam as peças prontas da fábrica para apenas ganharem a forma final no local onde ficarão os novos prédios. Como exemplo, Marisa citou a construção de um hospital, durante a pandemia, em dez dias.

A corretora de imóveis, com seu olhar experiente na área, Ressaltou também o uso da tecnologia 3D na construção, das máquinas elétricas e dos drones para controle do andamento do processo. Outro exemplo levado pela palestrante foi o da cidade de Shenzhen, totalmente planejada.

Peglow, que voltou à China um ano depois, traçou um paralelo entre as duas experiências, destacando os avanços que encontrou nessa segunda viagem. “Em um ano, foi perceptível”, comentou, atribuindo o crescimento como resultado do planejamento, focado na funcionalidade.

Com breve relato das crises políticas que a China enfrentou, apontou o momento atual como de crescimento, a partir da abertura daquele país para o Ocidente, com a migração de muitos estrangeiros para lá — “ganhando muito bem”, frisou. Esse foi um fator que revolucionou a economia chinesa, avaliou. Outra questão que chamou a atenção, segundo o empresário, foi a da educação chinesa, que prepara o aluno, desde criança, para o uso da tecnologia no mercado de trabalho.

Em suas observações sobre a visita à China, Cruz destacou os avanços tecnológicos, que devem servir como exemplo para que o Brasil seja mais competitivo, principalmente na questão portuária, considerando a proximidade de Pelotas com o porto de Rio Grande. Naquele país, principalmente no porto de Xangai, o uso da inteligência artificial (IA) está presente em todas as operações mecânicas, apenas com o controle humano, trazendo a logística como uma vantagem no mercado internacional.

Outro aspecto do avanço tecnológico que o jornalista aponta é o do transporte urbano, que vivenciou em solo chinês e mostrou em slides na reunião-almoço. Foi uma experiência com veículos autônomos, que dispensam os motoristas — não apenas nos coletivos. “E que funcionam muito bem”, contou Cruz. “O carro autônomo vira plataforma inteligente de transporte”, comentou.

Na agricultura, que é área afim com a região de Pelotas e municípios vizinhos, o jornalista mostrou como ela é de precisão, com máquinas também autônomas nas chamadas fazendas inteligentes. Colheitas automatizadas resultam em maior produtividade, alertou. Para finalizar, Cruz trouxe para o encontro a experiência do live e-commerce, que funciona muito bem como shoppings online para consumo interno.

Como resultado de sua experiência na China, Cruz apresentou, em slide final, um resumo de sete ideias para serem usadas tanto pelos empresários como por responsáveis pelo crescimento da Zona Sul do Estado.

Confira:

Lições da China
1. Investimento permanente em inovação
2. Planejamento de longo prazo
3. Integração entre governo, universidades e empresas
4. Incentivo à pesquisa e ao empreendedorismo
5. Digitalização da economia
6. Automação aumenta competitividade
7. Inteligência Artificial aplicada aos negócios

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