
A última reunião-almoço Tá na Hora do ano, realizada pela Associação Comercial de Pelotas (ACP) nesta segunda-feira (1º), recebeu a presidente do Sindicato da Indústria de Energia Renováveis (Sindienergia) do Rio Grande do Sul e diretora de Operações da DGE Soluções Renováveis, Daniela Cardeal, que trouxe para sua palestra o histórico de atuação do setor e as perspectivas otimistas para o Estado e na Zona Sul.
Formada em Engenharia Civil, a convidada da entidade faz parte do Conselho de Meio Ambiente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs). O pioneirismo na transição energética gaúcha foi da DGE, por meio de projetos alternativos de geração de energia, lembrou Daniela.
“Entre três e cinco anos, vocês vão ouvir falar muito da geração de energia, não só da eólica”, disse a palestrante. “O Rio Grande do Sul não é autossuficiente em energia. Importamos energia”, alertou Daniela, citando a necessidade de investimentos. Em 2025, o Sindienergia contabiliza 104 empresas associadas de diferentes regiões do país e também de fora, com a expectativa de gerar 150 mil postos de trabalho até 2050. Neste contexto, o setor está fazendo o maior investimento da história do Rio Grande do Sul, com o maior potencial de tecnologia offshore, graças ao momento de avançada capacidade tecnológica. “E não estamos trabalhando em 100% dos projetos”, destacou.
São mais R$ 500 milhões em potencial de investimentos na área de oportunidades econômicas relacionadas à geração de energias e temas correlatos. Um estudo técnico desenvolvido com a Portos RS busca trabalhar projeto unindo terra e mar, utilizando com segurança uma infraestrutura que inclui os modais ferroviário e fluvial. O Rio Grande do Sul tem todas as fontes de energia. “É o único estado do país”, disse Daniela. Para ela, o maior desafio para a Zona Sul alavancar o seu potencial – que considera gigantesco – é ampliar sua representatividade política e social para que sejam adotados novos modelos de desenvolvimento. “A sociedade é que tem que se mexer”, afirmou.



