
Movimentando anualmente mais de R$ 120 milhões em negócios e gerando cerca de 600 empregos diretos, com efeito multiplicador em toda a cadeia de serviços e formação profissional da região, o Pelotas Parque Tecnológico é um Hub de Inovação que promove a cidade a polo do conhecimento e inovação.
Conforme Vinicius Campos, vice-presidente do Pelotas Parque Tecnológico e superintendente de Inovação e Desenvolvimento Interinstitucional da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), reunindo 63 empresas e 23 instituições parceiras, o Parque hoje é um catalisador de talentos, ciência aplicada e empreendedorismo.

“Temos uma predominância de startups em estágio inicial nas incubadoras e em fase de tração e consolidadas, ligadas diretamente ao Parque. Também já observamos o amadurecimento de algumas, principalmente nas áreas de saúde digital, logística e biotecnologia”, destacou.
Ocupado principalmente pelos setores da Tecnologia da Informação, Saúde e Biotecnologia, Agritech e Economia Criativa, o Parque, inaugurado em 2016, vem carregando uma diversidade de histórias e ideias desde então, fomentando as inovações na região e também moldando novos profissionais para o empreendedorismo.
“Estamos vendo uma crescente convergência entre saúde e dados, biotecnologia e produção agrícola, o que demonstra a força da interdisciplinaridade no ecossistema. A região tem vocação para ser um polo de tecnologias aplicadas à vida. Cada vez mais nosso Parque se consolida como um ambiente para Deep Techs, as empresas que usam o conhecimento acadêmico para a criação de um negócio.”
Taxa de ocupação é de 100%
Totalmente ocupado nos últimos três anos, conforme relata o vice-presidente, não há mais espaço para instalação de instituições dentro do Parque, embora seja observado aumento no número de empresas nas incubadoras das universidades – Incubadora de Base Tecnológica Conectar (UFPel) e Centro de Incubação de Empresas da Região Sul (CIEMSUL), da Universidade Católica de Pelotas (UCPel).
Segundo Campos, a taxa de sobrevivência das startups que são desenvolvidas no local, a partir do momento em que avançam para a incubação formal, possuem estimativas internas em torno de 70% de continuidade após três anos, o que supera a média nacional.
E, um grande exemplo do impacto positivo do Parque Tecnológico nas ideias que nascem na Princesa do Sul, está na startup Melhor Envio, que se tornou uma das líderes nacionais em gestão e intermediação de fretes para e‑commerce, mas foi fundada em 2015, na CIEMSUL, dentro do Parque Tecnológico, sendo vendida, posteriormente, por cerca de R$ 83 milhões.
Com atualmente R$ 15 milhões captados, oriundos da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), o próximo avanço do Pelotas Parque Tecnológico é o novo prédio que abrigará o Hub de Inovação em Saúde e Biotecnologia. Voltado a bioeconomia e a saúde de precisão, o Hub será edificado ao lado do Parque Fabril da Lifemed, uma das parceiras do Parque no desenvolvimento do projeto.




