
A direção do Centro Português promoveu, na noite de segunda-feira (1º), um ato cívico para celebrar a passagem do 1º de Dezembro, o Dia da Restauração da Independência, considerada a data máxima do povo lusitano. A solenidade contou com a presença de autoridades militares, representantes da comunidade luso-brasileira de Pelotas e Rio Grande, diretores e sócios do clube.
“É um momento cívico para relembrar nossas raízes portuguesas, nossa história, a própria origem do clube e a comunidade luso-brasileira, que está aqui representada”, disse o presidente do Conselho de Administração, Eduardo Gil Carreira.
A noite foi dividida em diferentes momentos com a execução dos hinos do Brasil e de Portugal pela banda do 4º Batalhão de Polícia Militar (BPM), uma palestra com o professor da Universidade do Rio Grande (Furg), Rodrigo Santos de Oliveira, sobre todo o processo histórico da luta portuguesa contra o domínio espanhol, que se estendeu de 1º de dezembro de 1640 até o fevereiro de 1688.
“Ao celebrarmos a Restauração de Portugal, celebramos também a vocação interna de Portugal em renovar-se e reerguer-se. A mensagem que fica deste período é: enquanto houver um português disposto a lembrar, enquanto houver um português disposto a lutar, enquanto houver um português disposto a sonhar, Portugal continuará existindo”, afirmou.
Homenagem e atrações culturais
Após a palestra foi realizado o ato de inauguração da foto oficial da ex-presidente do clube (2019-2024), Maria Regina Freitas, primeira mulher a presidir a entidade.
Em seguida, aconteceram as apresentações do coral e do Rancho Folclórico do Centro Português e, para encerrar a festividade, foi oferecido um coquetel aos convidados.
Um pouco de história
Em 1578, o rei de Portugal, Sebastião I, morreu sem deixar herdeiros e, dois anos depois, com a morte de seu sucessor, Henrique I, o trono português ficou vago, abrindo caminho para o rei da Espanha, Felipe II ocupar o país e reivindicar sua coroa.
Dessa forma surgiu a União Ibérica, período durante o qual Espanha e Portugal tiveram o mesmo rei e que se estendeu até 1640, quando eclodiu a revolta organizada por nobres, clérigos e militares portugueses insatisfeitos com a dominação dos espanhóis.
Após a tomada de Lisboa, os revoltosos aclamaram o duque de Bragança, como o novo rei de Portugal. Ele foi coroado com o nome de João IV.
A vitória e a libertação portuguesa só foram consolidadas em 1688 quando os reis Afonso VI de Portugal e Carlos II da Espanha assinaram o Tratado de Lisboa pelo qual os espanhóis reconheceram a Restauração da Independência de Portugal.



