Em Pelotas, agradecimentos em forma de carta

Em ação de Natal, Gisela Balbinot, de Hulha Negra, agradeceu aos serviços e cuidados recebidos durante o tratamento do marido, vítima de um AVC, no Pronto Socorro de Pelotas. (Foto: Divulgação)

Entre agradecimentos e promessas de fim de ano, a Casa Vida de Pelotas, instituição voltada para o acolhimento e amparo de familiares e pacientes em tratamento de saúde, realizou uma sessão diferente de cartinhas ao Papai Noel.

Ao longo da ação natalina, feita durante a tradicional distribuição de cestas básicas da ONG, pessoas beneficiadas pelo serviço da entidade escreveram sobre sua relação com a instituição.

Em meio a diversos relatos citando o acolhimento e carinho da equipe, uma chamou atenção. A história de Gisela Balbinot, atendida pela Casa Vida após seu marido, Valdecir Balbinot, ser internado no Pronto Socorro de Pelotas com um quadro de Acidente Vascular Cerebral (AVC) hemorrágico.

Gisela conta que, no dia 30 de novembro, Valdecir passou mal durante o trabalho na sua cidade natal, Hulha Negra, precisando ser levado para a Unidade de Pronto Atendimento de Bagé. Com a gravidade do caso, após ter sido transferido para a Santa Casa de Bagé, ele foi encaminhado para Pelotas, onde vem sendo atendido desde então.

Foi só com a internação do marido em um quadro de AVC que Gisela conseguiu parar e pensar em si e no que vinha enfrentando nas últimas horas. “Agora sim, bem colocado num hospital com todo o recurso necessário e profissionais de alta qualidade consegui respirar, olhar pra mim e ver que estava completamente sozinha. Me senti desamparada e perdida, depois de duas noites e três dias pelos corredores, de hospital em hospital. Sem dormir, sem me alimentar, sem um banho. Eu estava um trapo, o meu emocional desabou, até ali eu era força e razão, mas agora eu estava totalmente vulnerável”, conta.

Ao procurar o serviço social do local onde o marido estava, ela teve o primeiro contato com a Casa Vida e, desde então, tem sido acolhida pela instituição. “Cheguei aqui desesperada com a incerteza do futuro, o medo da morte, uma dor no peito por não conseguir fazer nada pra mudar a situação. Mas aqui encontrei anjos que mais do que portas abertas, estavam com seus braços abertos como um abraço acolhedor que anestesiou o sofrimento do momento e que com muita dedicação e carinho me ajudaram a respirar fundo e juntar forças para seguir em frente. Todo o acolhimento, o descanso, o sentir a preocupação dispensada comigo foram essenciais. Não tenho palavras pra agradecer, só peço a Deus que abençoe cada vez mais a cada um que faz parte dessa equipe, como digo a quem me pergunta: a Casa Vida é a casa que nos ajuda a reencontrar a vida!”, pontua.

Gisela, que em Pelotas encontrou um verdadeiro lar em meio a um momento de dificuldade, é apenas uma das centenas de pessoas que já foram beneficiadas pela Casa Vida em suas seis unidades localizadas nos municípios de Bagé, Rio Grande, Passo Fundo, Uruguaiana, Santa Maria e Pelotas.

A instituição oferece, desde 2009, alimentação, hospedagem e apoio psicológico a pacientes e familiares que precisam se deslocar de sua cidade de origem para internação ou tratamento de saúde. Sendo a 1° ONG a oferecer este tipo de serviço na metade Sul do estado, a Casa Vida também organiza e atua em campanhas movimentando doações para famílias em vulnerabilidade social, ou que tenham integrantes com necessidades específicas. O sustento do serviço é feito através das contribuições da comunidade.

Mais informações e contato para doações podem ser feitos por meio do telefone (53) 3028-1990.

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