
O Dia dos Finados, que ocorre neste domingo (2), é motivo de reflexão e memória. A data recebe cuidados especiais e uma preparação por parte da Prefeitura e dos familiares no Cemitério Ecumênico São Francisco de Paula. Além disso, o aumento expressivo de compras de flores nas floriculturas impacta a economia.
De acordo com Joice Farias, supervisora administrativa do cemitério, a preparação envolve limpeza e corte de grama, bem como pintura por parte dos familiares, sendo que esta movimentação começou uma semana antes da data. “A gente limpa os corredores, deixa ele agradável. No Dia dos Finados, a gente contrata a segurança particular, não é o mesmo dos outros dias”, explicou Joice. Segundo ela, o túmulo mais visitado é da Cigana Terena, que recebe muitos visitantes todos os anos na data, os quais fazem pedidos por milagres e levam presentes para ela.
A supervisora também ressaltou que as famílias comparecem no cemitério para limpar, pintar os túmulos e deixar flores, e retornam no dia posterior para o Dia dos Finados. A expectativa é que, como o dia 2 este ano será em um domingo, as visitas se encerrem no próprio dia. Ademais, o cemitério também contará com quatro horários de missa no domingo, segundo Joice, sendo às 8h30, às 10h, às 11h e às 15h.
O comércio das flores
Para o presidente do Sindilojas, Renzo Antonioli, as vendas de flores nesse período cresce de forma significativa, principalmente para as floriculturas em frente ao cemitério. “Acreditamos que aumentam muito, sim. Principalmente as mais voltadas para esses fins, as que se encontram nas proximidades dos cemitérios”, afirmou.
As flores são adquiridas em sua maior parte com antecedência segundo Maria Luisa Chagas, proprietária da floricultura “Flor de Maria”, em frente ao cemitério. “Tem muita gente que já tá vindo com antecedência pra não ficar tudo pro dia, a gente tá satisfeito com o movimento. A partir de sábado e domingo, aí sim, o consumo de flores é bem mais alto. O pessoal procura muito por flor natural, que são simbólicas dos finados, e outros optam por artificiais pela questão da durabilidade”, contou a comerciante.
Bruna Oliveira, funcionária da floricultura “João das Rosas”, por sua vez, afirmou que essa data traz um aumento expressivo para o setor da floricultura e para os lojistas. “Nós, lojistas e produtores, sentimos o aquecimento no mercado com a alta procura por flores, que são um dos principais símbolos de homenagem aos entes queridos que já partiram. O aumento de vendas começa no início da semana do Dia dos Finados, e são comprados crisântemos, rosas, kalanchoes, cravos e margaridas”, explicou.
Já Luana Moura, proprietária da floricultura “Jasmim”, disse que a data não é seu foco principal. “Os Finados, para nós, não têm muita relevância pois não é o nosso público-alvo. Trabalhamos mais com arranjos de flores para presentear em datas comemorativas. Não nos preparamos para Finados há alguns anos já, tanto que não abrimos a loja neste dia”, destacou a proprietária.



