
A Universidade Federal de Pelotas (UFPel) é uma das referências para estudantes que objetivam cursar um ensino superior gratuito e de qualidade. Para isso, são modalidades de ingresso o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) – a nível nacional – e o Programa de Avaliação da Vida Escolar (PAVE), que é o vestibular próprio da instituição.
Para auxiliar no processo pré-vestibular e promover a preparação de alunos de baixa renda, na intenção de diminuir as desigualdades sociais que interferem na preparação desses alunos, a instituição dispõe do Programa de Extensão Desafio Pré-Universitário Popular, coordenado pela professora Noris Leal, desde 2017.
Além desse, surgiu no início de 2020 o projeto Auxilia, criado por duas mestrandas do Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Matemática (PPGECM) da UFPel, Sthéfani Borges Bregue e Renata Belmudes Schneider, que também visa a preparação dos vestibulandos.
O primeiro surgiu em 1993 e beneficiava cerca de 300 alunos, com duas turmas presenciais diurnas e outras duas no período da noite, conforme adesão dos alunos. Porém, devido à pandemia de coronavírus, o curso preparatório se adequou à nova realidade. Para isso, hoje dispõe de aulas gravadas e compartilhadas em plataformas como o Youtube e Facebook, além de serem veiculadas pela TV Com Pelotas.
Segundo Noris, a melhor forma de aprender é com o ensino presencial, mas o projeto precisava buscar alternativas para continuar favorecendo os alunos neste momento.
Já o Auxilia presta serviço voluntário, de forma virtual, para entorno de 50 alunos da rede pública de ensino e em situação de vulnerabilidade social, escolhidos mediante sorteio. O projeto é coordenado pelas professoras Francele de Abreu Carlan e Denise Silveira e colaboração das professoras Rita de Cássia Morem Cóssio Rodriguez e Silvia Prietsch Wendt. A iniciativa conta com professores voluntários que abrangem todas as áreas do conhecimento, e promoveram uma aula inaugural no dia 8 de julho.
Os estudantes têm aulas pela manhã, das 8h às 12h, ou à noite, das 18h às 22h, três vezes por semana, podendo acessar os materiais através das plataformas Google Meet e Google Sala de Aula.
Para a aluna Eduarda Vieira, de 17 anos, que pretende fazer o curso de Química Forense, a iniciativa ajuda aqueles que não estão tendo aulas durante a pandemia e que farão as provas do Enem. “Quando recebi os e-mails avisando que tinha passado, fiquei muito feliz. O projeto é incrível”, comenta.
Para as idealizadoras do projeto, Sthéfani e Renata, todos deveriam ter acesso à educação de qualidade. Portanto, sentem-se realizadas em contribuir com esse crescimento. “Quando recebemos mensagens de agradecimento, nada supera a satisfação de estar conseguindo auxiliar algumas pessoas a atingirem o objetivo delas, que é ingressar na universidade”, enfatiza Sthéfani.



