
O Instituto Mário Alves (IMA) sediou, na última quarta-feira (25), o lançamento do livro Dicionário de História de Pelotas, volume II. A obra, organizada por Lorena Almeida Gill, Paulo Koschier e Jonas Vargas, do Instituto de Ciências Humanas (ICH) da Universidade, e por Eduardo Arriada, da Faculdade de Educação, está vinculada ao Núcleo de Documentação Histórica (NDH) da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e atualiza edição publicada em 1960.
De acordo com Lorena, titular do Departamento de História do ICH, a primeira edição do Dicionário de História de Pelotas, registrou quase 152 mil visualizações no formato e-book, além de possuir duas edições físicas, com 500 exemplares cada. Ela conta que 133 autores estiveram envolvidos na produção da segunda edição, que englobou densas pesquisas em torno das temáticas escolhidas. “Levamos três anos para pensar sobre as temáticas, convidar os pesquisadores, receber os verbetes, revisá-los e passar para a produção do livro”, relata.
Composto por notas que abordam diversos assuntos da história da cidade, o livro propõe uma análise da atualidade e conta com pesquisadores vinculados a 15 áreas de conhecimento, como História, Direito, Educação, Nutrição, Jornalismo e Arqueologia. Para a obra, foram reescritos alguns verbetes que continham estudos mais recentes, como “Indígenas”, “Charqueadores” e “Charqueadas”. Além disso, incluíram-se temáticas novas, como “Cortiços” e “Benzeduras”.
História de modo acessível
O papel do livro para a aproximação cultural é pontuado por historiadores. Conforme Suéllen Cortes, (Profª Suka), o material possibilita que “as pessoas acessem de maneira fácil os verbetes e tenham mais acesso a curiosidades históricas da cidade, se aproximando dela. O livro divulga verbetes que foram feitos por diversas pessoas comprometidas.”
Para ela, é uma forma de lançar luz à história mais recente, após a década de 60 ter sido valorizada no livro anterior.
Ampliação editorial
A obra também marca uma nova maneira de olhar para a Cidade do Doce. De acordo com Lorena, no volume atual, a maior parte da escrita concentra-se em temas ainda não abordados, como a história dos bairros e das indústrias mais demandadas no acervo da Justiça do Trabalho de Pelotas muitas delas sendo fábricas de conservas bastante presentes na economia local.
Além disso, a obra procurou destacar os cursos da UFPel que ainda não haviam sido trabalhados no exemplar anterior. Entre eles, encontram-se diversas graduações que contêm documentos organizados pelo NDH, como Enfermagem e Ciências Domésticas.
Dificuldades e perspectivas
Apesar de sua relevância, a produção enfrentou dificuldades. Segundo a organizadora, o maior desafio na produção foi obter financiamento para que se tornasse realidade — no fim, viabilizado por meio de articulação com o ICH, a partir do Programa de Pós-Graduação em História, que possibilitou recurso financeiro para a revisão de português, diagramação e produção do livro físico e do e-book.
A expectativa é que, assim como o primeiro volume, o segundo permita apropriação da história de Pelotas em uma perspectiva de democratização do conhecimento. “O volume I é citado em livros, artigos, vídeos e matérias de jornais. Trata-se, na verdade, de um livro de referência para a história da cidade. Esperamos que o volume II também tenha um impacto parecido”, ressalta Lorena.
A versão e-book pode ser acessada por meio do site: https://wp.ufpel.edu.br/ndh/, enquanto a física pode ser adquirida no Núcleo de Documentação Histórica da UFPel, localizado na rua Coronel Alberto Rosa, nº 154, Centro de Pelotas.



