Menino recebe diploma de agência espacial russa após atividade radioamador em Morro Redondo

João Pedro Kegles, de 7 anos, recebeu o reconhecimento do programa russo Amateur Radio on the International Space Station (ARISS). (Foto: Divulgação)

O jovem João Pedro Kegles, de cinco anos, recebeu o reconhecimento do programa russo Amateur Radio on the International Space Station (ARISS), que mantém estações de radioamador ativas no espaço. Com tutoria do pai, o engenheiro e radioamador, Nataniel Kegles, João Pedro estuda a domicílio e, recentemente, desenvolveu matérias sobre satélites naturais, artificiais e seus funcionamentos. A família realizou um experimento prático nos céus de Morro Redondo.

Em 7 de outubro, durante a Semana do Espaço 2025, evento que promove diversas atividades no meio astronômico, a ISS realizou a transmissão de imagens por meio do formato Slow Scanning Television (SSTV). Na ocasião, João e sua família captaram o sinal de rádio e o converteram em duas figuras. “Nos programamos para que, naquela noite, com equipamentos próprios, [inclusive com antena que foi construída em casa], durante aquela passada da Estação Espacial Internacional, que são raras as oportunidades, para fazer essa captura do sinal e tivemos muito sucesso”, disse Kegles.

“Nós conseguimos capturar não só uma, mas duas imagens enviadas pela ISS, o qual nós enviamos para o site do programa ARISS e em menos de 24 horas tivemos a confirmação de aquela imagem ser verídica. Foi publicado no site da National Aeronautics and Space Administration (Nasa) e na Agência Espacial Russa. Alguns dias depois, recebemos o diploma dizendo que aquela imagem havia sido transmitida pelos astronautas russos no lado norte da Estação Espacial, que pertence a eles”, relatou o engenheiro.

Ele conta que luta para a reativação de grêmios de radioamadores na região. “A gente recebe os escoteiros durante todo o ano, às vezes até acampam na minha casa para fazer rádio. Isso também talvez seja uma influência para o João Pedro, como ele tem esse ambiente de socialização com os escoteiros regularmente e, talvez, se interesse mais do que ver eu e minha esposa, também radioamadora, fazendo. Queremos reativar o grêmio do IFSul justamente para instigar os alunos de eletrônica”.

O radioamadorismo é uma prática que sempre instigou Kegles por conta da relação científica e a acessibilidade oferecida pela prática. “Essa é uma atividade extremamente barata em questão de custos. Vamos por aquela atividade que a gente fez com o João Pedro: ainda que a pessoa fosse comprar os equipamentos para fazer tudo, sairia no máximo R$ 200”, explicou.

O engenheiro conta que esse não foi o primeiro contato do filho com o radioamadorismo e reforça que a troca com o filho sobre o assunto é algo muito proveitoso para a família. “O João já havia pedido para fazer rádio comigo e em uma dessas experiências acabou fazendo contato com navio de guerra dos Estados Unidos, o November India Six Bravo Bravo (N-I-6BB). Os interesses dele mudam, mas ele adora rádio desde pequeno”, concluiu.

3 comentários

  1. Fui durante alguns anos usuário da Faixa Cidadão, e gostaria de saber em que faixa de frequência se consegue contato com a estação espacial…

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