III Feira do Artesanato e Produtos Coloniais é realizada com sucesso em Morro Redondo

Feira contou com diversas atrações da ao longo do último. (Foto: Diones Forlan/JTR)

Por Diones Forlan e Adriane Lobo

Cerca de três mil pessoas compareceram a III Feira do Artesanato e Produtos Coloniais ocorrida no último domingo (10), na Praça 12 de maio, e puderam prestigiar os expositores e as diversas atrações que aconteceram durante todo o dia.

O evento foi realizado pela Associação de Empreendedores de Turismo de Morro Redondo (AETMORE) e o Roteiro Turístico Morro de Amores, com o apoio da Prefeitura Municipal e da Emater-RS/Ascar. A estimativa, é que a feira tenha movimentado cerca de R$50 mil para a economia local, a maioria de visitantes, o que demonstra a importância de eventos como a Feira para o município.

“O retorno das nossas feiras presenciais foi marcado pela renovação que a época de Páscoa nos traz. A união e a de vontade de compartilhar essa alegria foi sentida em cada artesanato, produto colonial, na cultura e na musicalidade local. Destacamos a adesão de novos empreendimentos, e o retorno das atividades dos antigos. Agradecemos aos turistas e morro-redondenses, que fizeram desse um evento único e autêntico. O Roteiro Turístico Morro de Amores cresce cada vez mais e está de portas abertas”, disse Sabrina.

A Feira abriu às 10h, com 45 bancas que ofereceram artesanatos, panificados, doces, plantas artesanais, linguiças, ovos de páscoa, chocolates diversos, dentre outros produtos. Na abertura, o grupo Os Tordilhos tocou diversas músicas relativas às tradições locais. Também houve uma apresentação sobre o significado do Domingo de Ramos e da Marcela na tradição Cristã.

Logo em seguida, a presidente da AETMORE, Sabrina Walter, percorreu todas as bancas, apresentando os expositores e seus produtos, criando um clima de intimidade entre todos, já que o microfone sem fio permitiu que o som fosse transmitido para o conjunto da praça e todos pudessem ficar sabendo da diversidade existente. A sonorização do evento ficou por conta da equipe da Styllus.

A praça recebeu o trabalho da decoradora Eunice Krause, que usou toda criatividade para criar nichos em diversos pontos, para o deleite dos visitantes, criando ambientes para fotos e recordações desse dia.

A Praça de Alimentação estava a cargo do CTG Cancela Grande, Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) e Associação Amigos da Cultura. No local foi servida a tradicional roda de carreta com chimia, o cusco, que é um cachorro quente com linguiça e cacetinho, rivelsback feito na hora pela Casa Wille, além do tradicional chopp.

O Museu Histórico do Morro Redondo levou para a Praça um Museu ao ar livre, com diversos artefatos que compõem a Tradição Doceira, além da feição do doce de goiaba com o tacho de cobre e a pá de madeira, que podia ser mexida pelos visitantes pelo convite: “Venha mexer o tacho”. A ação foi motivo de muitas fotos para registrar a experiência.

Também foram homenageados os fundadores do Museu, Ervino Büttow, Osmar Franchini e Antônio Reinhard (in memorian) com uma placa comemorativa, oferecida pela Associação Amigos da Cultura. Esse ato foi apresentado pelo professor Diego Ribeiro, coordenador do Projeto de Extensão do Bacharelado em Museologia, do Departamento de Ciências Humanas da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e sua equipe.

No centro da praça estava o Osterbaum, da tradição germânica, uma árvore seca que representa a morte de Jesus, onde são penduradas cascas de ovos pintadas e que representam a vida, ou a ressurreição. Nessa árvore, as crianças puderam pendurar ovos previamente pintados por escolas do município, como a Maria Luiza Oliveira, Barão do Rio Branco e Darci Marques Adam e o Colégio Estadual Nosso Senhor do Bonfim.

Além disso, a professora Vera Nizolli comandou uma oficina na qual crianças podiam pintar cascas de ovos e construir uma Osterbaum, e ainda fazer uma pintura de coelhinho no rosto.

Outra ação que encantou e divertiu a gurizada foram os brinquedos infláveis, acompanhados de algodão doce e pipoca, levando aquele cheirinho de infância ao ambiente.

A ocasião ainda teve a presença da Fubica da Alegria, que realiza trilhas no Café Paiol e oportunizou aos visitantes passeio pela Feira e ruas, levando ao turista uma forma muito divertida e diferente de conhecer a cidade.

Na Tenda dos Sabores e Saberes, Embrapa, Emater e a Secretaria de Desenvolvimento Rural e Turismo puderam mostrar o seu trabalho em prol da agricultura familiar através da exposição de banners, folders e materiais. Dentre as ações, estão o Programa Estadual de Agroindústria Familiar, que já conta com cinco empreendimentos morro-redondenses; o Sistema AgroFlorestal (SAF), que em Morro Redondo ganhou o nome de SAF Doceiro, em valorização à Tradição Doceira; o Grupo de Trabalho da Salvaguarda da Tradição, umas das condições para a manutenção do Registro de Patrimônio Imaterial do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) no livro dos Saberes; o trabalho na bovinocultura de Leite, com a disseminação da pastagem de Kurumi e a Silagem de colostro; assim como a Clínica Fitossanitária, que é um convênio entre Emater e Embrapa no qual, através do laboratório, busca-se identificar os problemas fitossanitários que estão atingindo as culturas e propor alternativas de controle.

Na tenda, a cultura do figo foi destaque, pelo desenvolvimento do Programa Municipal do Figo, que se justifica pelo grande potencial da cultura no abastecimento às indústrias e agroindústrias locais e sua adaptação ao clima e solo da região. Também esteve entre as atrações quatros gaiolas de coelhos de várias raças.

Vários espaços da Feira estavam decorados com coelhos pintados em placas pelo artista local Lisandro Mohnsam, que viraram estações para fotos. Todos faziam alusão à tradição doceira, na preparação de chimia, carregando uma abóbora de pescoço ou um carrinho cheio de frutas.

Na parte da tarde, houve a abertura oficial do evento, com a presença do prefeito Rui Brizolara (União), da vice-prefeita Angélica Boettge dos Santos (PSDB), presidente da Câmara de Vereadores Marcio Zanetti (União), o deputado estadual Pedro Pereira (PSDB), o deputado federal Daniel Trzeciak (PSDB), Edgar Noremberg, representando o gerente Regional da Emater-RS/Ascar, Alberi Noronha, representando a chefia da Embrapa Clima Temperado, o secretário municipal de Desenvolvimento Rural e Turismo, Antônio Martins, o diretor do Departamento de Turismo, Pedro Vieira Bastos e Adriane Lobo, representando o Escritório Municipal da Emater-RS/Ascar.

Todos, em seus discursos, parabenizaram a Comissão Organizadora e saudaram os visitantes, brindando o retorno das festividades depois de dois anos de restrições. Além disso, destacaram o empenho dos expositores, por estarem apresentando seus produtos para comercialização. Também parabenizaram o diretor de Turismo Pedro Vieira, pelo esforço e dedicação na organização da Feira.

Após a fala dos presentes, houve o ato de entrega de dois registros de agroindústrias familiares de produtos de origem animal pelo Sistema de Inspeção Municipal (SIM). Receberam o documento a João de Barro, que já trabalha com doces de frutas e agora passa a possuir o registro para o doce de leite e ambrosia, e Embutidos Novack, para fabricação de linguiça mista defumada.

Em seguida, o palco da Feira teve a festa de Juliano e Cia. Por fim, houve o tradicional Stiepen com a Serenata da Páscoa e muita animação até o pôr do sol.

Fotos: Diones Forlan e Lara Tavares