Santa Casa de Jaguarão se pronuncia sobre acusações de médico

Santa Casa de Jaguarão (Foto: Divulgação)

Nesta semana, a Santa Casa de Caridade de Jaguarão voltou a ser pauta entre os jaguarenses, após o depoimento do médico Marcelo Steimbruch para uma rádio local. Na oportunidade, ele salientou que estava sofrendo perseguição política, visto que denunciou o atendimento do Pronto-Socorro há meses.

O médico diz que há cerca de oito meses o hospital não está mais marcando cirurgias eletivas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para ele, somente atendimentos de urgência e emergência. ”No momento só estou atuando no plantão de cirurgias, inclusive recebi um documento me proibindo de atuar em outras áreas do hospital pelo SUS, só em atendimentos é particular, ou seja, a preocupação deles não é com o serviço prestado e sim em me prejudicar”, disse.

Em nota oficial divulgada na página da Santa Casa, a assessoria divulgou que o contrato com a empresa Fernandes & Steimbruch Serviços Médicos Ltda. está vigente e inalterado, tendo sido paga a quantia de R$ 19.350,00 referente a serviços prestados no mês de abril, que correspondem a 22 dias de plantão de sobreaviso cirúrgico, nos quais foram realizadas nove cirurgias de urgência.

Conforme nota, “as cirurgias eletivas vêm sendo reiteradamente suspensas pelo Governo do Estado durante a pandemia, não podendo, no momento, serem realizadas até a data de 30 de junho de 2021 ou até que o número de casos e internações apresente estabilização consistente no Estado. O fato se dá especialmente em razão do elevado consumo de anestésicos para tratamento de casos de Covid, os quais são os mesmos utilizados na realização de cirurgias, o que ocasionou a sua grande escassez no mercado, de modo que a orientação é no sentido de que se direcione todo o estoque disponível destes medicamentos para o enfrentamento da pandemia, ressalvadas as situações de urgência a e emergência em saúde. Assim, o serviço de cirurgias não está restrito por decisão da Santa Casa de Caridade de Jaguarão, mas sim por determinação do ente estatal, que visa uma causa maior, não havendo pretensão de se atingir a qualquer profissional por conta disso. As consultas e cirurgias eletivas, por não estarem sendo realizadas, não estão sendo remuneradas ao prestador, situação que geraria estranheza se fosse diferente. De outra banda, frisa-se que os pacientes que são acolhidos pelo SUS na Santa Casa de Caridade de Jaguarão são atendidos de forma inteiramente gratuita, não pagando hotelaria, alimentação, medicação, exames, tampouco honorário médicos. Cobrar honorários médicos de pacientes do SUS caracteriza crime de Concussão, previsto no art. 316, do Código Penal, fato que sempre será reprimido nas dependências deste hospital”.

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