
*Com informações da Assessoria de Imprensa
O ex-vereador de Pelotas Roger Ney foi condenado a 16 anos de prisão pelo crime de estupro de vulnerável continuado contra uma menina que tinha sete anos quando os abusos começaram. A sentença foi proferida pelo juiz Ricardo Arteche Hamilton na última sexta-feira (19), e também determina o pagamento de R$ 10 mil de indenização por danos morais à vítima.
Roger Ney está preso preventivamente desde outubro de 2025. A condenação refere-se a crimes cometidos entre 2021 e 2024, período em que, conforme a decisão judicial, o ex-parlamentar utilizava a proximidade com a família para atrair a criança até uma propriedade rural, onde ocorriam os abusos. Também há registro de violência sexual dentro do veículo do condenado.
Segundo a sentença, a vítima relatou que Roger Ney dizia que o sítio seria dela no futuro e que ambos se casariam, orientando a menina a não contar os fatos para ninguém.
Durante o processo, a defesa sustentou que as acusações seriam motivadas por vingança da mãe da vítima. No entanto, o magistrado concluiu que essa versão não foi comprovada por provas produzidas no processo e considerou consistentes os depoimentos e demais elementos apresentados pela acusação.
Além da pena de 16 anos de reclusão, o juiz fixou indenização de R$ 10 mil em favor da vítima.
Outras denúncias
Após a prisão preventiva, o ex-vereador passou a ser investigado em outros casos. Pelo menos três novas denúncias de abuso sexual seguem tramitando na Justiça.
Duas das vítimas teriam sofrido abusos entre 2019 e 2024 e atualmente têm entre 15 e 17 anos. A terceira denúncia foi apresentada por uma mulher adulta, que afirma ter sido vítima de abusos durante a infância, há mais de 15 anos.
Em relato anterior à imprensa, ela afirmou que Roger Ney teria se aproveitado de um momento de fragilidade familiar e da confiança existente entre as famílias para cometer os abusos.
Trajetória política
Roger Ney exerceu mandato como vereador de Pelotas entre 2010 e 2020, eleito pelo Partido Progressistas (PP). Antes de atuar na Câmara Municipal, ocupou cargos na administração pública, entre eles o de secretário municipal de Cidadania e Assistência Social durante o governo Fetter Júnior e o de presidente da Rodoviária de Pelotas na gestão da ex-prefeita Paula Mascarenhas.
Até a última atualização do caso, a defesa do ex-vereador não havia se manifestado sobre a condenação. O espaço permanece aberto para eventual posicionamento.



