Soja já supera a tradicional cultura arrozeira em Jaguarão

A principal cultura hoje, no município, é a soja, que se estende por 48 mil hectares. (Foto: Reprodução/Freepik)

Jaguarão possui uma longa tradição na produção arrozeira. Duas das maiores propriedades arrozeiras da região, a Granja Bretanhas e o Grupo Quero Quero, estão localizadas no município, que cultiva, anualmente, em torno de 20 mil hectares de lavouras com o grão.

Neste ano, a área ficou um pouco menor, com cerca de 18 mil hectares, destaca o coordenador da Zona Sul do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), André Matos. Segundo ele, só a Granja Bretanhas tem mais de 50 anos de produção, sendo um local arrozeiro por natureza.

Na safra 2020/2021, os produtores do município colheram 167 toneladas do grão, mais de 11% do total da região, cultivados em área de 18.019 hectares de 24 unidades produtivas, que obtiveram uma produtividade média de 9.268 quilos por hectare.

No entanto, conforme a responsável pela Emater Jaguarão, Ana Lecy Pacheco, considerando área e produtividade, a principal cultura hoje, no município, é a soja, que se estende por 48 mil hectares e possui uma projeção de atingir 129 toneladas de grãos na próxima safra. Somente na rotação com o arroz, a oleaginosa está presente em 15 unidades produtivas e atingiu, na última safra, 12.086 hectares.

Segundo Ana, o município possui uma população rural de 1.826 habitantes, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As propriedades rurais chegam a 675 imóveis e se estendem por uma área total de 172.390 hectares.

As propriedades familiares, com área de até 160 hectares, correspondem a 440 imóveis ou 65,2% do total e se estendem por área de 16.275 hectares. As demais, que não são consideradas propriedades familiares ou pequenas propriedades, pois possuem área maior que 160 hectares, somam 235 imóveis, o equivalente a 34,8% do total, que se estendem por área de 156.111 hectares. A fonte também é o IBGE.

Além do arroz e da soja, o município possui seis mil hectares de florestas exóticas, três mil de trigo, 500 hectares de milho, 17 hectares de batata doce, dez de feijão, oito de alface e dois de cebola. Na fruticultura, destacam-se o pêssego, com 70 hectares e a melancia, com 20 hectares, segundo a Emater local.

Destacam-se, ainda, as criações, que se dividem em bovinos de corte, com 95.967 cabeças e de leite, 220 cabeças. A ovinocultura possui, atualmente, mais de 44,7 mil animais. Outra atividade destaque é a apicultura, que possui em torno de mil caixas.

A Emater, empresa de Assistência técnica e Extensão Rural conveniada com os governos federal, estadual e municipal é a responsável pela execução de políticas públicas e governamentais. Atua no município de Jaguarão desde dezembro de 1966, assistindo famílias de agricultores e pecuaristas familiares, pescadores artesanais e quilombolas.

O público rural assistido pela Emater chega a 700 famílias ou 967 pessoas, 477 delas dedicadas à pecuária familiar e 401 agricultores não familiares e outros. Atende ainda 76 pescadores artesanais e 13 famílias quilombolas.

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