Jaguarão: Servidores da Santa Casa realizam manifesto em frente à Câmara de Vereadores

Servidores exibiram cartazes durante o ato realizado em frente à Câmara. (Foto: Anderson Mapelli)

Inconformados com algumas declarações realizadas durante a CPI da Santa Casa, funcionários da instituição realizaram um manifesto em frente ao prédio da Câmara Municipal. Cartazes, apitos e muito grito mostravam o repúdio da classe ao depoimento da técnica em enfermagem Maria Cristina Ramires que, em sua oitiva, relatou demora no procedimento de entubação, o que teria levado dois pacientes a óbito, e que outras duas pessoas morreram pelo fato da usina de oxigênio não comportar.

O manifesto também serviu para dar apoio à chefe de Enfermagem, Franciele Gonçalves, que, no dia, estava realizando sua oitiva para os vereadores.
Segundo as presentes, a declaração de Maria é completamente irreal, como disse a técnica de enfermagem Patrícia da Rosa Caetano, que trabalha na ala Covid. “O manifesto foi em apoio à enfermeira Franciele, que foi depor após acusações falsas e infundadas de uma pessoa a qual, não sei por qual motivo, disse tantas mentiras. Todas as situações colocadas pela ‘técnica’ nunca existiram, sempre fizemos de tudo pelos pacientes, todos foram bem assistidos”, declarou.

Agradecida pela oportunidade de esclarecer os fatos, a enfermeira Micheli San Martin Arce disse que esteve presente no pior momento da pandemia, no qual toda a classe teve que lidar com um vírus desconhecido.

“Reafirmo aqui o que minhas colegas falaram: em momento algum faltou oxigênio, para ninguém. Além da usina, tínhamos quase que um cilindro de oxigênio por paciente. Era realizado, um controle do uso de oxigênio, duas vezes por dia, de responsabilidade de uma enfermeira. Os médicos sempre estiveram em prontidão para qualquer emergência, até mesmo os de plantão do pronto socorro. Temos um celular na ala que nos permite este contato com eles 24 horas, a resposta quase que em tempo real. Enquanto muitos estados estavam passando por dificuldade de oxigênio e medicação, aqui no hospital nunca faltou nada”, afirmou.

Suelen Espilman Solla, técnica de enfermagem há quatro anos, disse que o depoimento de Cristina está prejudicando a vida de todos os funcionários. “Não entendo o porquê ela falou tudo aquilo, a atitude dela respingou em nosso trabalho, que realizamos com tanto amor e dedicação. Em primeiro lugar, ela foi completamente antiética, divulgando em seu depoimento os nomes dos pacientes e colocando a dúvida na cabeça dos familiares se o mesmo teria sido bem atendido ou não, coisa que, de maneira nenhuma, acontece pois, como falei, nosso trabalho é feito com toda a dedicação, afirmou Suelen.

A enfermeira obstetra Pricilla Quadro atua como enfermeira assistencial no hospital há pouco mais de um ano, quando foi contratada em virtude da situação da pandemia e, no turno do dia, trabalha na ala Covid. Na ocasião, ela elogiou a equipe da Santa Casa, apontando-os como profissionais de excelência. “Estou aqui não para defender, mas sim esclarecer as questões que estão sendo levantadas com relação ao setor que trabalho”, disse.

Pricilla lembrou, ainda, do trabalho da equipe durante o período, e que as denúncias efetuadas na CPI não irão influenciar a assistência prestada, mas afetaram a parte psicológica e promovem um desrespeito aos profissionais. “A CPI Covid afetou nosso psicológico por denúncias infundadas que desmerecem e deslegitimam tudo o que é vivenciado lá dentro. Me desrespeita quanto profissional que se dedica a estudar os protocolos e aplicá-los, me desrespeita quanto ser humano que busca levar pro paciente o olhar amoroso a palavra amiga e a mão firme e me desrespeita quanto cidadã quando imagina que eu seria conivente com situações que viessem a ferir minha ética profissional e minha conduta moral”, relatou a enfermeira.

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