Jaguarão: A arquitetura que perpassa a história do município

Situada no ponto mais elevado da cidade, o Cerro da Pólvora, Enfermaria Militar foi concluída em 1883. (Foto: Juliana Lima/JTR)

Uma das cidades da região com um acervo histórico formado por mais de 100 prédios, Jaguarão completa 166 anos de história no próximo dia 23.

A cidade foi elevada no ano 1855 e guarda em seu conjunto arquitetônico diversos pontos turísticos que encantam os visitantes. Como exemplo, podem ser citadas as ruínas da Enfermaria Militar, erguida no ano de 1880, por ordem do ministro de Guerra Visconde de Pelotas, e concluída em 1883. Situada no ponto mais elevado da cidade, o Cerro da Pólvora. Possui características neoclássicas, destacando-se na paisagem por sua imponência. Tinha como objetivo principal atender os oficiais do exercito da região da campanha.

A igreja Matriz do Divino Espírito Santo, localizada no Centro Histórico do município, teve o início de sua construção no ano de 1846 e conclusão em 1875. Seus altares são de madeira, esculpidos à mão, possui parlatório em mármore de carrara e belos vitrais. Também conta com um grande acervo mobiliário e de imagens sacras. A igreja conserva suas linhas gerais e seu aspecto original, tanto na parte interna quanto na parte externa, o que faz com que tenha grande importância arquitetônica, histórica e artística. Em 2019 foi reaberta totalmente restaurada.

A igreja Matriz do Divino Espírito Santo,
localizada no Centro Histórico do município, teve o início de sua construção no ano de 1846. (Foto: Juliana Lima/JTR)

Outro ponto importante é localizado no centro da cidade. Trata-se do Teatro Esperança, que teve a construção iniciada em 1887 e serviu como uma grande casa de espetáculos, inaugurada dez anos depois. Foi palco de apresentações de grandes companhias nacionais e internacionais, e teve vários usos, adaptando-se também a espetáculos circenses. O Teatro possui uma excelente acústica e em seus bastidores pode se movimentar mais de 8 cenários.

Local de grande movimento, o Mercado Público foi construído entre os anos de 1864 e 1867 junto à antiga Praça do Comércio, a fim de promover a circulação de gêneros alimentícios de produção local e de mercadorias aportadas no rio Jaguarão.

Mercado foi reaberto em 2019, após passar por restauração. (Foto: Juliana Lima/JTR)

O prédio ficou cinco anos fechado e foi restaurado, com a reabertura ocorrida em 2019. A obra foi executada pela Prefeitura com recursos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). No local, foram feitas mudanças nas estruturas e parte elétrica, hidráulica, além da implantação do Plano de Prevenção contra Incêndios e de Sistema de Proteção contra Descargas atmosféricas.

Por fim, há a Ponte Internacional Barão de Mauá que liga Jaguarão à cidade de Rio Branco, no Uruguai. Foi construída entre 1927 e 1930 e financiada pelo Uruguai, por conta de uma dívida de guerra com o Brasil. Conforme o Iphan, foi considerada a maior obra de infraestrutura em concreto armado sendo erguida na América do Sul.

É o primeiro bem binacional tombado pelo Instituto, reconhecido também pelo Mercosul Cultural. Mede 2.113 metros de comprimento, sendo 340 metros sobre o rio Jaguarão, com 12 metros de largura. Na sua parte central, possui uma via férrea, além de duas faixas para veículos. As faixas possuem calçadas para pedestres. Foi declarada Monumento Histórico Nacional pelo país vizinho em 1977, enquanto no Brasil foi tombada em 2011.

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