
Dados da Emater/RS-Ascar de Capão do Leão apontam que entre janeiro e setembro deste ano foram registrados 2,3 mil milímetros de acumulado de chuvas no município. O volume é bem superior às médias históricas dos últimos anos, que variaram entre 1,4 mil e 1,6 mil milímetros, sendo que o acumulado deve aumentar tendo em vista que ainda restam três meses para encerrar 2024.
Segundo a instituição, este ano está sendo muito difícil para agricultura e pecuária. “Tivemos dois decretos de emergência. Em março ocorreu vendaval e em maio excesso de chuvas. Isso refletiu negativamente nas culturas de verão, onde se perdeu metade dos 11 mil hectares de soja plantados nos municípios”, relatou Edenilson de Oliveira, chefe do escritório municipal da Emater/RS-Ascar.
Oliveira afirma que as áreas de soja colhidas apresentaram baixa qualidade, grãos muito avariados e de baixo valor comercial. Na cultura do milho, havia uma área plantada de 700 hectares que registrou perda de 50%. “O mau tempo também foi responsável pela interrupção da construção dos açudes do programa Avançar/RS, devido ao solo não oferecer condição de estabilidade para a construção das taipas. O evento ‘Dia de Campo’ sobre bovinos de corte foi cancelado por duas vezes devido ao mau tempo. Agora, marcamos para sexta-feira, dia 4, torcendo para que o dia esteja bom”, comentou.
A Emater afirma que a cultura do arroz está aguardando a semeadura para a próxima safra e há uma grande preocupação também com a soja, que não avança por causa do excesso de saturação de água. “Essas áreas precisam de preparação, mas precisamos que o tempo colabore no decorrer do mês de outubro, se não teremos mais perdas”, finalizou Oliveira.
Falando em relação à pecuária, a Emater registra perdas na qualidade do rebanho devido às pastagens que não se desenvolveram por conta do excesso de água e falta de luminosidade solar. Com isso, os animais tiveram perda de peso e queda na taxa reprodutiva.



