
Qualificar e profissionalizar a atividade apícola na região é um dos principais objetivos do Curso de Apicultura realizado no Centro de Treinamento de Agricultores de Canguçu (Cetac). Mais uma edição da capacitação, promovida pela Emater/RS-Ascar há cerca de 15 anos, foi encerrada na quinta-feira (13), com procura de produtores que querem iniciar na atividade e também daqueles que buscam alternativas para aumentar a produção.
De acordo com o gerente regional da Emater/RS-Ascar, Ronaldo Maciel, e instrutor do curso, a apicultura vem passando por muitas mudanças e atualizações, o que exige que os produtores busquem qualificação periódica para obter índices cada vez melhores de produtividade. A capacitação também é importante para os iniciantes, que recebem a base para começar na atividade da forma ideal. A proficiência dos instrutores garante o sucesso dessa transferência de conhecimento. “Nosso curso é excelente porque temos experiência prática na atividade, o que é um grande diferencial. A instrução teórica e prática é realizada a partir da vivência de campo dos instrutores, que acompanham o dia a dia das propriedades”, evidenciou Maciel, que acumula mais de 20 anos na área.
Esse diferencial foi o que chamou a atenção do agricultor familiar Gilsomar Souza, do município de Pelotas. Ele iniciou na apicultura há cerca de três anos e buscou conhecimentos mais avançados junto aos extensionistas da Emater/RS-Ascar, pois percebe que a produção atual está abaixo do desejado por falta de conhecimento. “O sucesso da criação de abelhas é o manejo, então viemos buscar o aprendizado para fazer esse manejo da forma correta e conseguir aumentar a produção”, destacou.
Durante o treinamento, com duração de três dias, os alunos aprenderam sobre os principais desafios e potencialidades da atividade, com destaque no manejo das colmeias para alta produção. O Rio Grande do Sul figura atualmente como maior produtor de mel do país e somente a região de Pelotas conta com mais de mil apicultores, responsáveis por produzir uma média de 334 mil quilos de mel por ano.
Segundo a médica veterinária da Emater/RS-Ascar e assistente técnica regional sobre Apicultura, Mara Saalfeld, a realização de capacitações é importante para ampliar ainda mais essa produção e comercialização. “Precisamos mostrar que mel não é remédio, é alimento. O mel precisa ir para a mesa do consumidor, para isso é preciso ampliar a cadeia produtiva e qualificar os produtores, para que tenham menos custos de produção e possam disponibilizar o produto com um valor mais viável para o consumidor”, ressaltou.



