
Depois de dois anos de baixas produções, todos os fatores indicam uma safra melhor em 2025/2026, superior à anterior tanto em quantidade quanto em qualidade, nos olivais da Fazenda Tarumã da Boa Vista, no interior de Canguçu, responsável pela premiada marca de azeites extravirgem Capolivo. De acordo com a responsável pelo Mar
keting da empresa, Carolina Capoane, o clima está mais equilibrado e o pomar em boas condições sanitárias, e por isso, são esperados azeites mais intensos, com maior expressão sensorial típica de cada cultivar. “As expectativas são bastante positivas e este deve ser um ciclo de recuperação e bons resultados”, aposta.
Segundo ela, neste momento que antecede a colheita, que se inicia a partir de meados de fevereiro, a cultura da oliveira apresenta boas condições. “O clima tem sido mais favorável em comparação aos últimos dois anos, quando o excesso de chuvas prejudicou o desenvolvimento das plantas”, ressalta. Carolina explica que a sanidade do pomar está boa, o que contribui para o adequado enchimento dos frutos e para a qualidade final dos azeites.
“Nesta safra também adotamos algumas inovações no manejo, como o teste de polinização forçada, com o objetivo de melhorar a taxa de frutificação”, salienta. Apesar de ainda não haver resultados finais dessa prática, os empreendedores apostam nela como uma maneira de aumentar significativamente o número de frutos por árvore nos próximos ciclos. “A última safra foi menor, reflexo direto de dois anos de condições climáticas adversas, principalmente pelo excesso de chuva”, diz Carolina.
Ela lembra que esses fatores impactaram tanto a quantidade quanto a intensidade sensorial dos azeites. Apesar disso, o empreendimento conseguiu manter a qualidade dos produtos e focaram no que era possível com o volume reduzido. Mesmo diante de uma safra menor, a empresa teve importantes novidades no último ano, como a atualização dos rótulos, pensada para facilitar a escolha do consumidor e destacar as características do produto, já que trabalham exclusivamente com azeites monovarietais, preservando a autenticidade de cada variedade, diz.
Além disso, as premiações também vieram. “Participamos de poucos concursos devido ao volume reduzido, mas ainda assim conquistamos quatro medalhas, reforçando a excelência e consistência da qualidade dos nossos azeites”, conclui.
O azeite monovarietal extra-virgem Capolivo é fabricado com azeitonas produzidas na Fazenda Tarumã da Boa Vista, no 3º distrito de Canguçu. No local estão implantados 100 hectares de olivais, com primeiro plantio em 2012, das variedades grega Koroneiki, responsável por 60% da produção, além das espanholas Arbequina, Arbosana e Picual, e italianas Frantoio, Ascolana, Manzanilla e Coratina.
A marca, uma junção do sobrenome da família Capoane com olivo – oliveira em italiano – foi escolhida pelo avô, Jadir Capoane. Segundo ela, aos 74 anos o avô decidiu que ia plantar oliveiras e foi buscar a inspiração em sua terra natal, a Itália. Antigo proprietário da indústria Iriel de interruptores, de Canoas, em 2003, a vendeu para a Siemens e resolveu diversificar. Todo o trabalho realizado na fazenda é resultado de intensa pesquisa e estudo da família junto a produtores e cooperativas na Itália e na Espanha.
A Fazenda Tarumã da Boa Vista tem extensão de 4,1 mil hectares e além da área do olival, três mil deles são ocupados por pinus e uma área de reserva legal. Além do produto vegetal, o empreendimento também se dedica à pecuária de corte.



