“Ser trabalhador, humilde e honesto”, conta Emir com orgulho de ser colono

Emir de Oliveira Farias, morador da Florida, no 2º distrito, em Canguçu, trabalha na agricultura desde os 10 anos de idade. (Foto: Divulgação)

Os municípios do interior do Estado comemoram todo dia 25 de julho o Dia do Colono e Motorista. Uma data para celebrar duas classes trabalhadoras que se complementam e movimentam a economia do país. Em Canguçu, um dos munícipios da região constituído por produtores e agricultores, Emir de Oliveira Farias, morador da Florida, no 2º distrito, afirma que desde a infância possui o contato direto com a colônia e com os serviços da agricultura, seja plantando para consumo próprio, para o sustento ou ainda lidando com animais. Em conversa com o JTR, Farias afirmou saber do quanto a classe é importante para economia de municípios como Canguçu, onde a agricultura é o que move o desenvolvimento local. “Pro nosso município, o colono é a base principal da economia, pois é o que movimentou toda nossa economia levando em conta que não temos indústrias para movimentar a economia do município. O colono produz o próprio sustento e ainda boa parte dos alimentos que a cidade consome”.

Farias é o que muitos chamam de “colono raiz”. Começou a trabalhar na agricultura aos 10 anos de idade junto com os pais. Quando adquiriu sua propriedade, passou a plantar para consumo próprio, mas, também, para sustento. Ele conta que já foi fumicultor e trabalhou com tração animal.

Atualmente, o agricultor planta milho e feijão, além de fazer serviços na propriedade com maquinário próprio. Conquistas que, de acordo com Farias, foram possíveis graças ao trabalho na colônia desde muito cedo. “Nasci na agricultura, tudo que tenho veio da agricultura. Tenho 66 anos. Desde a idade de 10 anos, já trabalhava na lavoura com meus pais, que também eram agricultores”, conta o canguçuense.

Apesar da importância da classe produtora para o desenvolvimento de municípios, o agricultor ressalta que não considera que haja a valorização merecida, levando em consideração o que os agricultores produzem e o peso que os serviços possuem na economia como um todo. Ele ainda frisa: “Seria muito importante que valorizassem nossos produtos assim como valorizam os insumos que temos que usar para produzir nossos produtos”.

Atualmente, o agricultor planta milho e feijão, além de fazer serviços na propriedade com maquinário próprio. (Foto: Divulgação)

Farias defende a criação de mais políticas públicas de incentivo à classe. “Para melhorar, nossos governantes deveriam valorizar mais o colono fazendo uma política de incentivo ao colono para que ele pudesse ter mais retorno no seu trabalho assim se sentindo mais valorizado”.

Além da relevância econômica, o canguçuense reforça que os alimentos consumidos pela comunidade da zona urbana, por exemplo, são frutos do trabalho de agricultores e colonos como ele, que além de produzir com cuidado e responsabilidade, contribuem no ciclo de uma alimentação saudável e de qualidade, fazendo parte de uma cadeia produtiva indispensável para todo o país.