Entidades discutem mudanças no trânsito em Canguçu

Encontro ocorreu na noite de terça-feira (29), na sede da Associação do Comércio, Indústria, Serviços e Agronegócio de Canguçu (Acican). (Foto: Liziane Stoelben/JTR)

A Associação do Comércio, Indústria, Serviços e Agronegócio de Canguçu (Acican) foi palco, na noite de terça-feira (29), de uma reunião para tratar do novo decreto municipal que regulamenta a circulação de caminhões na região central da cidade. O encontro discutiu os impactos das mudanças no comércio. As alterações estão previstas para entrarem em vigor nesta sexta-feira (1º).

Participaram da reunião representantes da Acican, Sindicato dos Lojistas (Sindilojas), Fecomércio, Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário de Cargas do Extremo Sul (Setcesul), Federação das Empresas de Logística e de Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul (Fetransul), comerciários, empresários e Legislativo Municipal.

“A dificuldade é grande, temos um problema em Canguçu por causa da topografia. A (rua) Osório e a Júlio de Castilhos são altas e a General Câmara é lá embaixo. No nosso transporte, temos dificuldade com algumas regiões. Isso vai abalar o comércio, vai onerar as mercadorias”, disse o vice-presidente do Setcesul, Rudimar Puccineli.

Para o empresário Augusto Duarte, dono de uma gráfica, é necessário encontrar um ponto de equilíbrio. “Como vai funcionar agora os abastecimentos? Por exemplo: temos todo esse desafio, não tem mais os 15 minutos [parada], não tem [parada] carga e descarga. As nossas calçadas não são boas e aí eu fico pensando em como um entregador, hoje, chega com a transportadora com uma tonelada de papel para entregar para mim e ele vai carregar duas ou três quadras. É impossível”, disse.

O representante do Sindilojas, Augusto Pegoraro, lembrou a necessidade de atualização do Plano Diretor do município, que, segundo ele, é da década de 1970. “Nós temos que regrar o tipo de atividade que pode ser desenvolvida na área central. Não é admissível, por exemplo, que o município de Canguçu tenha um plano diretor de 1970 em que se permitia uma fábrica no centro da cidade, não tem como se desenvolver desta forma”.

Posição da Prefeitura

Durante uma coletiva de imprensa na segunda-feira (28), o prefeito Arion Braga (PP), detalhou a aplicação do decreto. “Nosso departamento de trânsito e agentes de trânsito estarão nas ruas para agilizar e orientar. Eles atuarão como forma de orientação e educação para a nova fórmula de trânsito que haverá em Canguçu. É determinação do prefeito, não é para atuar com multa, mas orientar os nossos motoristas”, declarou.

Sobre as restrições de horários, disse: “as únicas ruas que terão restrição de horário, não proibição, mas restrição, para caminhões de grande porte carga e descarga são as ruas Júlio de Castilhos e General Osório, das 9h às 17h. Antes ou depois desse horário, o trânsito é normal, a carga e descarga é normal. Mais que isso, sábado, domingo e feriado o acesso é livre”.

Braga ainda lembrou das exceções que possam ocorrer. “Quando a pessoa tiver que fazer uma mudança, veículo que estraga, socorro, enfim, a Secretaria estará de portas abertas. Se precisar, é só ir ali na Secretaria e terá uma autorização”.

As mudanças devem funcionar em caráter experimental durante 90 dias. “Estamos de portas abertas para conversar com as entidades e os transportadores. O que tiver que corrigir, vamos corrigir, o que tiver que melhorar, vamos melhorar. Se tiver que retroagir, vamos retroagir. Algo tem que ser feito, a comunidade pede muito”, frisou o prefeito.