Pesquisa da UFPel investiga o uso de espaço público para prática de atividades físicas em Canguçu

Foto: Divulgação

Sabe-se que a atividade física é fator importante para qualidade de vida da população. O risco de desenvolver doenças cardíacas, diabetes, hipertensão, osteoporose e alguns tipos de câncer diminui com essa prática. Muitas vezes, o que limita a população a praticar atividades físicas, é o valor a ser pago em academias e clubes, por exemplo. Pensando nisso e em planos globais que foram criados para estimular os exercícios físicos, um estudo de mestrado da Escola Superior de Educação Física (ESEF) da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) buscou analisar a estabilidade, durante um período de 12 meses, do uso e não uso de um espaço público para atividade física na cidade de Canguçu/RS.

O estudo dos alunos de mestrado Igor Doring e Guilherme Vilela, orientado pelos professores Felipe Reichert e Marcelo Cozzensa da Silva, entrevistou 109 usuários e 109 não usuários de um espaço público de Canguçu/RS. Os participantes responderam a um questionário com perguntas demográficas, socioeconômicas, comportamentais e de saúde, além de questões sobre o espaço público. Cerca de 12 meses após a primeira entrevista, todos os sujeitos responderam novamente o mesmo questionário. O espaço público estudado é o maior do município destinado à prática de atividades físicas e de lazer. Fica localizado a dez minutos do centro da cidade, sendo que no verão o local torna-se um dos locais mais frequentados por moradores da cidade nos momentos de lazer.

Com base nos resultados do estudo, os pesquisadores descobriram que a maioria das pessoas que frequentam o parque são do sexo masculino, com idade entre 18 e 29 anos, de cor da pele branca e pertencentes as classes sociais B e C. A maioria dos entrevistados utilizam o espaço público no turno da noite, pelo menos duas vezes na semana, por até duas horas e deslocam-se até o parque a pé. As atividades mais praticadas pelos frequentadores são caminhadas, corridas e voleibol. Já em relação ao status de utilização do espaço público, a prevalência de pessoas que deixaram de frequentar o local, foi menor do que as pessoas que começaram a frequentar, o que significa que houve um aumento na utilização do espaço público ao longo de um ano.

Os dados encontrados no estudo dos pesquisadores da UFPel reforçam a importância da criação de políticas públicas voltadas para a promoção de atividade física para todos os públicos, bem como, melhorias no espaço público, as quais podem contribuir na captação de mais indivíduos para práticas neste local e auxiliar na manutenção de indivíduos que já o utilizam.

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