Nova alternativa de comercialização auxilia agricultores familiares de Arroio Grande

Alimentos são entregues às quintas-feiras pela equipe do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Arroio Grande e Jaguarão (Foto: Divulgação)

A cadeia produtiva tem ajudado a sustentar a economia neste período de pandemia de coronavírus, pois pequenos e grandes produtores mantêm o ritmo de trabalho nas propriedades, amenizando o impacto econômico em Arroio Grande.

O município possui trabalhadores nas mais diversas localidades, que sobrevivem da prática da agricultura familiar. Mesmo com a produção não sofrendo interrupções considerando o atual momento, muitos agricultores encontraram dificuldades para comercializar seus produtos. Diante disso, o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Arroio Grande e Jaguarão buscou alternativas para ajudar as famílias produtoras. Assim, criou-se um novo sistema de vendas que utiliza as redes sociais como meio de comercialização, auxiliando aqueles que aderiram ao projeto.

O sistema está em execução desde março e funciona da seguinte forma: os produtores disponibilizam ao Sindicato a lista de produtos disponíveis para comercialização durante a semana. A equipe encarrega-se de realizar a divulgação nas redes sociais, organizar os pedidos e entregar aos clientes, que recebem os produtos toda quinta-feira em domicílio. Os pedidos dos itens são feitos, exclusivamente, através do WhatsApp (53) 99901-4875 e o auxílio prestado pela entidade sindical não gera custos aos produtores e clientes.

A alternativa de utilizar as redes sociais da entidade deu-se pela identificação do grande alcance, já que a fanpage possui quase 5 mil seguidores, sendo uma referência de informações para os trabalhadores e assalariados do município.

agricultora familiar Adriana Meireles da Silva faz parte do grupo de oito produtores que ingressaram no sistema e disponibiliza semanalmente pães, cucas, doces e abóboras japonesas para venda. Ela considera o projeto importante na pandemia não só do ponto de vista comercial, mas pela segurança dos clientes. “As pessoas estão mais isoladas e consomem mais alimentos, mas não precisam sair de casa. O Sindicato faz os pedidos e ainda vem buscar para fazer as entregas, o que para nós ajudou bastante”, declara.

Além disso, o período surpreendeu agricultores familiares, porque muitos esperavam entregar produtos às escolas do município e também às feiras. Para não perder a produção armazenada, surgiu a ideia por parte da entidade

“Nossa ideia de organizar um grupo de entrega dos produtos da agricultura familiar foi baseada nas necessidades dos produtores. São produtos com excelente qualidade, sem agrotóxicos. Na nossa visão de Sindicato, este é o papel do movimento sindical: sempre fortalecer o associado e auxiliar nas demandas”, afirma o presidente em exercício da entidade, Gabriel Santos.

De acordo com informações fornecidas pela diretoria sindical, desde o início da pandemia, foram comercializados cerca de R$ 8 mil em produtos, sendo ofertada uma grande variedade como: mostarda, couve, alface lisa, alface crespa, abóbora japonesa, tempero verde, mandioca com casca, mandioca descascada, couve picada, abóbora picada, kit sopa, pão, bolo, cuca, cueca virada, bolacha amanteigada, doces, laranja, bergamota e limão.

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