Arroio Grande possui importantes características econômicas que passam pelo setor produtivo, no qual pequenos e grandes produtores dividem-se nas mais diversas atividades rurais desenvolvidas na grande extensão rural do município.
Problemas de mercado, situação climática e incertezas do futuro são questões que fazem parte do dia a dia de quem escolheu viver nessa rotina de trabalho intenso, mas que alavanca a economia local. No entanto, os produtores não estão sozinhos. No município, o Instituto Riograndense do Arroz (Irga) e a Emater/RS atuam nas mais diversas frentes de trabalho, prestando auxílio aos produtores.
Surgido em 1974, o 11º Núcleo de Assistência Técnica e Extensão Rural (Nate) atende, além de Arroio Grande, os municípios de Herval do Sul e Pedras Altas, difundindo ações que envolvam pesquisa e extensão, disponibilizando toda a assistência técnica através de seus profissionais.
Atualmente, o Irga conta com o trabalho do engenheiro agrônomo e chefe do escritório Claudio Corrêa Pereira, técnicos orizícolas Leonardo Almeida Aquino e Edinei Botelho Vieira e assistente administrativa Anaí Quadrado Mendes, profissionais que buscam conhecer a realidade produtiva local. O trabalho é focado na produção de arroz e soja, bem como no estímulo da integração lavoura e pecuária.
Um dos objetivos da equipe é atuar sempre próximo ao produtor, atendendo as demandas técnicas de todos, independente do tamanho da propriedade. “Muitas vezes nossa assistência é mais voluntária do que demandada pelos produtores, já que muita gente ainda não possui assistência em suas propriedades, por isso muitos acabam deixando o negócio por não se adaptar às novas tecnologias”, declara o técnico orizícola Vieira.
Hoje o Irga atende em torno 115 unidades produtivas. Para ter acesso aos serviços, o produtor pode entrar em contato e solicitá-los. O chefe do escritório destaca que os serviços ofertados englobam certificação de sementes e indenização por ocorrência de granizo, programas que estão à disposição.
Já a Emater/RS surgiu em Arroio Grande em 1978. O trabalho da entidade está firmado nas demandas, tanto da Secretaria Municipal de Agricultura como dos próprios produtores em um trabalho amplo que engloba 27 atividades do meio rural, possibilitando acesso às políticas públicas por parte dos produtores do município.
A equipe de extensionistas desenvolve ações em diversas frentes, como no caso do assentamento, atendendo 140 famílias, da Cooperativa dos Pescadores de Santa Isabel (Coopesi) e da criação da agroindústria do leite.
A Emater possui um trabalho importante em ações sociais que ajudam a desenvolver as comunidades rurais. “Todo nosso trabalho social tem o intuito de facilitar a inserção do pequeno produtor rural na sociedade arroio-grandense. Por muito tempo esses produtores sentiam-se excluídos pela falta de visibilidade. Atualmente, eles possuem contato com os órgãos de assistência e com o poder público, aumentando o acesso aos projetos que são desenvolvidos”, afirma o extensionista rural Daniel Feijó das Neves.
A entidade participa de maneira significativa em projetos que ajudam a fomentar a atividade dos pequenos produtores locais, por isso busca junto aos órgãos públicos maneiras de beneficiar as comunidades rurais estando inserida em diversos conselhos representativos locais, dessa forma levando informação para os produtores que muitas vezes possuem dificuldade de acesso.
Através da Emater é proporcionado também o fomento de atividades, como artesanato e a feira que reúne pequenos agricultores que comercializam seus produtos para a comunidade e para as escolas do município. De acordo com dados da entidade, chegam a ser prestados em torno de 2,6 mil atendimentos no ano, sendo o serviço prestado pela equipe de trabalho formada também pelos extensionistas da área social, Ana Paula Moraes Barros e Fábio Machado Ribeiro, e assistente administrativa Odila Aparecida Lima Rodrigues.
A cidade é tipicamente dependente da agropecuária, no entanto é necessário evoluir em diversidades de culturas e se abrir para novos modelos de produção, por isso a assistência técnica proporcionada tanto pelo Irga quanto pela Emater tem o desafio de quebrar paradigmas e mudar a mentalidade dos produtores diante dos desafios futuros que cercam os produtores.
O município é amplo para as opções de cultivo que somada à aplicação de tecnologias propicia um potencial a ser explorado de forma a ser mantido o padrão produtivo gerando uma maior rentabilidade ao produtor. A relação de trabalho entre Irga e Emater possui um ponto crucial que une seus profissionais, que é o bem-estar dos produtores, entendendo a importância que o setor produtivo tem na movimentação econômica da cidade. O trabalho de ambas as instituições é de primordial importância, e necessita ser mais explorado pelos produtores tanto na participação em tomada de decisões como nas atividades, projetos e eventos que são desenvolvidos pelos órgãos em Arroio Grande.




