Expectativa é que a produção agrícola movimente a economia em Arroio Grande

Presidente do Sindicato Rural de Arroio Grande, Ladislau Silveira (Foto: Milka Camargo/Arquivo)

Diante das restrições impostas ao comércio local por conta do coronavírus e com características econômicas voltadas para o setor agrícola, o município de Arroio Grande busca movimentar a sua economia de maneira a manter o setor produtivo como atividade essencial durante esse período de dificuldade.

Em recente carta divulgada pela Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), juntamente com a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) e a Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do Rio Grande do Sul (Fecomércio), é defendida a reativação da economia gaúcha diante da possível ameaça de desabastecimento caso se prolongue a atual situação.

De acordo com a carta, as entidades propõem o “retorno gradativo das atividades econômicas, permitindo que as empresas – atendendo as recomendações de saúde, como o teletrabalho dos grupos de risco, o distanciamento entre pessoas, etc., firmando protocolos de contingência – possam operar com 50% de pessoal nas suas atividades a partir do dia 1º de abril, e retomando a 100% em 6 de abril, quando o isolamento horizontal já terá cumprido 16 dias”.

Em pleno período de colheita, os trabalhadores envolvidos com a produção seguem suas atividades no meio rural tomando as precauções necessárias para evitar a propagação do vírus. O presidente do Sindicato Rural de Arroio Grande, Ladislau Silveira, ressalta que em conversa com muitos produtores tem buscado orientar quanto aos cuidados necessários para a preservação da saúde dos colaboradores que estão trabalhando no dia a dia, ressaltando que a atividade produtiva tem sido colocada como serviço essencial nos decretos estabelecidos pelos governos estadual e federal.

Silveira ainda defende a importância das pessoas pertencentes ao grupo de risco permanecerem em casa, informando que desde o dia 18 de março as atividades sindicais estão sendo feitas na modalidade home office, como forma de não agravar mais a situação.

Além da situação atípica que a economia local enfrenta por conta do coronavírus, a preocupação também recai quanto a estiagem que afetará de maneira significativa a cadeia produtiva local. Mesmo assim, a produção é vista como essencial para a manutenção da economia.

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