A Zona Sul está muito bem representada na 48ª Expointer, que se encerra neste domingo (7), no parque de exposições Assis Brasil, em Esteio, seja pela sua genética, com a participação de exemplares de diferentes espécies e raças de cabanhas conceituadas da região, seja pela produção das pequenas propriedades de agricultura familiar. Nesta sexta-feira (5), a partir das 10h, ocorre o tradicional desfile dos campeões, na pista central do parque, encerrando a mostra morfológica da exposição internacional. Até a quarta-feira (3), o evento havia recebido 446,3 mil visitantes.
Na terça-feira (2), os olhares se voltaram para a pista do gado leiteiro e o tradicional banho de leite, que consagra as campeãs leiteiras das raças Jersey e Holandês. O grande destaque da região ficou por conta da Cabanha da Figueira, de São Lourenço do Sul, de Geferson e Janice Tessmer. O exemplar Angel Sinatra 304 obteve o recorde nacional da raça Jersey na categoria jovem (até 36 meses) com a produção de 51,5 quilos em três ordenhas em 24 horas.

A Cabanha também conquistou a segunda e terceira colocações na categoria adulta (acima de 36 meses) com a vaca Paquera Valentino 207, que produziu 59,3 quilos e Vadia Choice 195, com 42,5 quilos respectivamente, em três ordenhas em 24 horas. O primeiro lugar nesta categoria foi conquistado pela Cabanha Ventana, da produtora Carmem Petersen Dias da Costa, de Boa Vista do Incra. Com uma produção de 83,4 quilos, Escondida Ian da Ventana bateu o recorde sul-americano da raça.
Com sua segunda participação na Expointer e 12 anos de seleção na raça Jersey, o produtor Geferson Tessmer levou nove animais para a feira. Ele conta que possui 85 vacas em ordenha no sistema de compost bar, implantado há três anos, o que permitiu uma evolução na produção. “Conseguimos expressar o máximo de potencial que a raça tem”, ressalta. Segundo ele, o animal foi direcionado para o concurso leiteiro, mais para características de produção e nem tanto para morfologia, mas entra em pista na quinta-feira (4) para a disputa do campeonato dois anos sênior”, informou. A produção da propriedade é direcionada para a indústria Pomerano da Cooperativa Coopar.
Nas exposições de animais, ainda há participações de representantes da região nas raças de cavalo crioulo, que realizou a Mostra Morfológica e o Freio de Ouro. Nos bovinos, há representação nas raças Angus, Brangus, Hereford e Braford. No Brangus, destaque para a Estância Recalada, de Fábio Ruivo, do Capão do Leão, e suas terneiras Brangus, tatuagens FIV04 e FIV3739, que mostraram qualidade e conquistaram espaço no pódio como reservada campeã terneira maior e terceira melhor terneira maior da raça.
Agricultura familiar
Na agricultura familiar, os holofotes se voltam às agroindústrias estreantes Vô Jordão e suas pastas de pêssego e La Beca e seus derivados do leite ovino. Participam do pavilhão da Agricultura Familiar 25 agroindústrias da região, com participação de expo

sitores de Pelotas, em maior número, e também de Morro Redondo, Canguçu, Turuçu, São Lourenço do Sul, Rio Grande e Pedras Altas, informa o assistente técnico do Escritório Regional da Emater-Ascar, Renato Cougo dos Santos.
A pasta de pêssego e a marmelada branca da agroindústria Doces Vô Jordão já conquistaram seu público e a aceitação surpreendeu a produtora Cibele Costa. “Atingimos nossas expectativas já nos primeiros dias com ótimas vendas, além de estarmos realizando um sonho”, ressaltou. A agroindústria com sede no interior de Pelotas, saiu recentemente da informalidade e tem no produto, reconhecido como patrimônio imaterial de Pelotas, seu carro-chefe.
Outra estreante é a La Beca Queijaria, que apresenta aos visitantes seus produtos

artesanais feitos à base de leite das ovelhas Lacaune, criadas pela médica veterinária Camila Pizoni, no interior de Pelotas. Os visitantes têm a oportunidade de provar e levar para casa, produtos como o queijo Boursin na conserva do azeite, o doce de leite, além dos queijos (normal e com nozes) os iogurtes, nos sabores com geleia de amora e de morango e os queijos maturados, com e sem nozes.
“Para mim, chegar na Expointer é a realização de um sonho, algo que eu projetei desde o início da construção da agroindústria”, disse Camila. Segundo ela, já nos primeiros dias, o movimento foi excelente, tanto em público, quanto na procura e aceitação dos produtos. Está valendo muito a pena, não só pelas vendas, mas pela visibilidade também.”
Licor de Quindim repete sucesso da Fenadoce

Sucesso na 31ª Fenadoce, o licor de Quindim, fabricado pela Destilaria Alto da Cruz, de Canguçu, também está dando o que falar na Expointer. Resultado da parceria com a doceira Márcia Caldeira, da Nina Doces de Pelotas, o licor ao lado dos premiados Caramelo Salgado e Manga com pimenta, medalha de bronze do Brasil Spirits Cup, nas categorias licor com açúcar e de fruta, respectivamente.
“A aceitação extrapolou nossas expectativas, tínhamos calculado um número razoável de garrafas, contando que a feira ia ser boa, mas a minha esposa teve que ir em casa buscar mais, para que consigamos ter produtos até o final da feira”, destacou o produtor Mateus Camargo.




