Domingo para escolher o próximo governador do Estado e o presidente da República

Na urna, ordem de votação será primeiro para governador e depois para presidente. (Foto: Antônio Augusto/Ascom/TSE)

Após a realização da campanha no segundo turno, os eleitores voltarão às urnas no próximo domingo (30) para escolher o próximo governador do Estado e presidente da República. No Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB) e Onyx Lorenzoni (PL) disputam votos para ocupar o Palácio Piratini pelos próximos quatro anos. No âmbito nacional, Jair Messias Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) são os candidatos ao Palácio do Planalto.

No primeiro turno, Lorenzoni foi o mais votado no estado, com 2.382.026 votos, representando 37,50% dos votos válidos, quando são descontados brancos e nulos. Leite obteve 26,81%, ou seja, 1.702.815 votos e avançou com uma margem de 2.441 a mais do que o terceiro colocado, Edegar Pretto (PT), que terminou com 26,77%, ou 1.700.374.

Lorenzoni tem 68 anos e é médico veterinário. Natural de Porto Alegre, está no quinto mandato como deputado federal, sendo eleito a primeira vez em 2003. Também já concorreu à Prefeitura de Porto Alegre, em 2004 e 2008, mas não foi eleito. No governo federal, já foi chefe da Casa Civil e assumiu as pastas da Secretaria-Geral da Presidência da República, Trabalho e Previdência, além da Cidadania durante a gestão do presidente Jair Bolsonaro.

Leite tem 37 anos e é bacharel em Direito. Natural de Pelotas. Em 2001, se filiou ao PSDB e, em 2004, concorreu a vereador pela cidade, porém não obteve resultado. Já em 2008, após concorrer à mesma vaga, se elegeu. De 2013 a 2016 exerceu sua função como chefe do Executivo de Pelotas. Em 2017, foi eleito governador do Estado no segundo turno com 3.128.317 votos, 53,62% do total, derrotando o candidato à reeleição José Ivo Sartori (MDB). Em março de 2022, renunciou ao cargo, assumido pelo vice Ranolfo Vieira Júnior (PSDB).

No cenário nacional, o ex-presidente Lula ficou na dianteira, com 48,43%, totalizando 57.259.504 votos, contra 43,20% de Bolsonaro, o que representa 51.072.345 votos.
Bolsonaro, de 67 anos, é militar reformado, chegando a capitão do Exército. É o 38º presidente do Brasil, cargo que assumiu em 1º de janeiro de 2019.

Foi deputado federal pelo Rio de Janeiro entre 1991 e 2018. Nasceu em 1955, no município de Glicério, no interior de São Paulo, mas morou em várias cidades paulistas. Formou-se na Academia Militar das Agulhas Negras em 1977. Posteriormente, serviu nos grupos de artilharia de campanha e paraquedismo do Exército. É pai de cinco filhos.

Lula, de 76 anos, nasceu em Garanhuns (PE) e iniciou sua trajetória política como sindicalista em 1966. Foi presidente da República por dois mandatos a partir de 2003, depois de ser eleito em 2002, em disputa no segundo turno das eleições com José Serra (PSDB).

Em 2006, Lula venceu Geraldo Alckmin, à época, do PSDB, sendo reeleito ao cargo. A primeira vez que disputou a Presidência foi em 1989, sendo derrotado por Fernando Collor de Melo. Antes de ser eleito, tentou mais duas vezes, em 1994 e 1998, quando perdeu para Fernando Henrique Cardoso em ambas.

Em 2017, foi condenado a nove anos e seis meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro. Em 2018, teve a prisão decretada pelo então juiz Sergio Moro. Em 2021, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin anulou as condenações, por entender que a 13ª Vara Federal em Curitiba não tinha competência legal para julgar as acusações, tornando Lula elegível, decisão confirmada em plenário pelo Supremo no mesmo ano.

Em todo o país, o primeiro turno teve 118.229.719 votos válidos, com 3.487.874 nulos e 1.964.779 em branco. O índice de abstenção foi de 20,95%, ou seja 32.770.982 de brasileiros. No Rio Grande do Sul, foram 6.637.752 votos válidos, com 122.919 nulos e 129.345 brancos. A abstenção foi de 19,78%, o que representa 1.699.416 gaúchos.

Regras para a votação
De modo geral, as mesmas regras aplicadas no primeiro turno estarão em vigor também neste domingo. O horário disponível para votação será das 8h às 17h, pelo horário de Brasília. A votação é obrigatória para quem tem entre 18 e 70 anos e facultativa para os analfabetos e os maiores de 70 anos, bem como para os maiores de 16 e menores de 18 anos. Os eleitores que não votaram no primeiro turno podem votar neste segundo, mesmo que ainda não tenham justificado a ausência, o que precisa ser feito até o dia 1º de dezembro para que o eleitor continue com o título regularizado.

Quem não fez a justificativa no dia da eleição pode usar o aplicativo e-Título ou o sistema Justifica (justifica.tse.jus.br/), da Justiça Eleitoral. Para isso é preciso anexar o requerimento de justificativa e a documentação comprovando o motivo para a ausência.

Caso não se justifique, ou se a justificativa for indeferida, o eleitor deverá pagar multa, no valor de até R$ 3,51. Em caso de três ausências consecutivas sem justificativa e sem pagamento das multas, o título eleitoral será cancelado. Com a situação eleitoral irregular, há o impedimento para emissão de documentos como identidade e passaporte, o ingresso em cargo público, a participação em concorrências públicas e a renovação de matrícula em alguns estabelecimentos de ensino, entre outras penalidades.

Caso o eleitor não possa votar no segundo turno, deve realizar justificativa até até o dia 9 de janeiro de 2023.

No dia da votação, será novamente proibido o uso de celular, máquina fotográfica, filmadora, equipamento de radiocomunicação entre outros na cabine de votação. Os aparelhos deverão ser deixados com o mesário. O eleitor, individual e silenciosamente, pode se manifestar por meio de broches, bandeiras, emblemas e adesivos, além de camisetas – desde que não gere aglomerações.

Em contrapartida, é proibido qualquer tipo de ação que configure manifestação coletiva, como concentração de pessoas com bandeiras, broches, emblemas, adesivos ou roupas padronizadas, bem como uso de alto-falantes ou amplificadores de som, comício ou carreata e propaganda “boca de urna”. Além disso, servidores que desempenharão atividades como mesários e responsáveis pelo processo eleitoral são proibidos de utilizar vestimenta que configure propaganda de partido político, federação, coligação e candidata ou candidato.

Quanto ao transporte de eleitores, somente é permitido veículos da Justiça Eleitoral, coletivos de linhas regulares e veículos particulares de transporte familiar. Algumas cidades irão fornecer o passe livre nas eleições, de modo que o eleitor possa se descolar ao local de votação de forma gratuita utilizando o transporte coletivo.

O porte de armas é proibido para quem estiver a menos de 100 metros da seção eleitoral – com exceção dos integrantes das forças de segurança, quando autorizados ou convocados pela autoridade eleitoral competente, exceto nos estabelecimentos penais e nas unidades de internação. Mesmo que civis possuam porte ou licença estadual, devem respeitar o limite de distância estabelecido, conforme Resolução do TSE nº 23.669/2021. O transporte de armas por colecionadores, atiradores e caçadores também é vedado no dia do pleito, assim como no anterior e posterior.

Para votar, o eleitor poderá utilizar o aplicativo e-título, no qual é possível obter a via digital do título de eleitor, além de informações pessoais: título de eleitor digital, situação eleitoral e local de votação. Ele também pode ser usado como meio de identificação no caso daqueles que têm a biometria coletada pela Justiça Eleitoral. No caso de quem ainda não possui o cadastro biométrico, é essencial apresentar um documento oficial com foto ao fazer uso do título digital. Mesmo sem o título, a votação pode ser realizada somente com o documento com foto. O e-título poderá ser baixado até o próximo sábado (29). No domingo de eleição o download será bloqueado.

As regras eleitorais também continuam em vigor quanto à propaganda. Uma ferramenta que está disponível e pode ser utilizada no combate a irregularidades é o aplicativo Pardal, que viabiliza denúncias de possíveis infrações eleitorais. Qualquer cidadão pode baixar o aplicativo, apresentando denúncias por meio de fotos, vídeos ou áudios, ou seja, elementos que indiquem a existência do fato noticiado.

Na urna, a ordem de votação será primeiro para governador e em seguida para presidente.
A apuração pode ser acompanhada por meio do aplicativo Resultados ou pelo site resultados.tse.jus.br.

Central Eleições 2022
Outra alternativa para acompanhar os resultados será a Central Eleições 2022, realizada a partir de parceria entre o Jornal Tradição Regional, JTRTV e Associação dos Municípios da Zona Sul (Azonasul). A programação ao vivo terá início a partir das 16h, com coordenação do jornalista Adilson Cruz e apresentação dos jornalistas Carlos Machado e Kariza Barros, através de entrevistas, análises e a apuração, após o fechamento das urnas no país.

A transmissão, realizada da sede do Jornal Tradição Regional, em Pelotas, poderá ser conferida pelos canais do JTR e da Azonasul no Youtube (youtube.com/JornalTradicaoRegional e bit.ly/3znjo1u) e pelas redes sociais, no Facebook e Instagram.