A eles, que iniciaram a festa, lá no 20 de setembro
Semana Farroupilha
Mogar, Aristeu, Renato Lima
Galos de muita poa
Trovavam horas a fio
Sem jamais perder a rima.
E no osso o Isidrinho
Num tiro de volta e meia
Nunca olada de “suerte”
Saía de guaiaca cheia.
A gaita do Hermininho e do seu Milóca
Sonoridade cristalina
Faziam coro com as risadas
Do Francisco canela fina.
O Conga, o Zézo e o Pulga
Às vezes davam trabalho
Mas quando a manhã chegava
Estavam quietitos, roçando no borralho
Caipirinha do alfécio
E linguiça enfarinhada.
Vamo atraca de um tudo
Que uma noite não é nada.
E foi assim, com essa simplicidade, que tudo começou. Foram os criadores dessa imensa festa, sem grandes “pilchas”, mas com a alma infestada de gauchismo.
Jotacê x Marcelo Garcia



