Na quinta-feira (03), alunos do movimento estudantil do Instituto Federal Sul rio-grandense (IFSul), realizaram uma manifestação contra a greve sanitária decretada pelo Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (SINASEFE/IFSul Pelotas), em Assembleia realizada na última sexta-feira (28).
As aulas presenciais, que retornariam no dia 1º de fevereiro, foram suspensas depois que a votação realizada na Assembleia terminou com maioria favorável à realização de greve sanitária. A decisão, aceita pelo Tribunal Regional Federal, foi tomada em razão da situação da pandemia no município e gerou uma reação imediata dos alunos, que se posicionaram contra.
Segundo o Sindicato, a segurança dos professores e alunos é a maior preocupação neste momento. Uma nova assembleia irá acontecer na próxima quarta-feira (09), quando os membros irão analisar os dados sobre a Covid-19 na região e realizar uma nova votação.
Kailany Brignol é aluna do 4° semestre no curso técnico de Química e uma das organizadoras do manifesto. De acordo com ela, um dos principais motivos pelo qual os alunos acreditam na necessidade da volta do ensino presencial é a falta de aulas práticas. “Estamos tendo apenas uma hora de aula por dia, totalizando cinco horas de aula online por semana, e sem nenhuma prática técnica de nossos cursos, logo não há ensino técnico nem ensino médio de qualidade devido a carga horária”, explicou estudante.

Após a manifestação, manifestantes do grêmio estudantil e membros do SINASEFE se reuniram com o reitor Flávio Nunes para discutir os próximos passos. “A resposta que esperamos é que as aulas presenciais possam voltar o mais rápido possível e com toda segurança que já nos foi assegurada pelo IFSul, mas que infelizmente e de forma desrespeitosa não ocorreram desde o início da pandemia”, explica Kailany.




