Junto com as altas temperaturas, que atraem turistas e moradores para as praias, o verão também é marcado pelos casos de acidentes com águas-vivas, também conhecidas como mães d’água, e caravelas-portuguesas nas praias gaúchas e de todo o Brasil. Um dos locais em que há registros é a praia do Cassino.
Neste sentido, o professor do Instituto de Oceanografia da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), Renato Nagata, em conjunto com professores da Unesp-Botucatu, CEBIMar-USP e alunos do Laboratório de Zooplâncton do IO-FURG organizou o “Guia Sobre Mães-d’água e Caravelas do Litoral Gaúcho”.
O material, disponível gratuitamente, possui ilustrações e imagens que indicam as espécies mais perigosas, as inofensivas, características, o motivo da sensação de “queimadura”, causada por venenos, e o que fazer caso ocorra um acidente. Ao todo, são conhecidas mais de duas mil espécies, a maioria pequena e inofensiva. Desse número, cerca de 70 são maiores e peçonhentas. O guia pode ser conferido na íntegra acessando o link: https://bit.ly/3u7dqA9.
A frequente exposição dos casos em redes sociais e na imprensa no período de verão causa a impressão de que os casos de acidentes estão aumentando. No entanto, o guia aponta que não é possível realizar essa afirmação, devido a ausência de registro no passado, pelo fato da ocorrência desses animais e dos acidentes não serem contabilizados.
Um estudo elaborado por pesquisadores da FURG e da Universidade do Estado de São Paulo (UNESP) registrou mais de 250 mil acidentes registrados pelo Corpo de Bombeiros entre 2017 e 2019. Porém, devido à subnotificação, o número pode ser maior. Entre as causas apontadas estão fatores de degradação do ambiente, como a poluição e a pesca predatória, por exemplo, que eliminam os predadores naturais.
Além disso, o aquecimento dos oceanos em decorrência das mudanças climáticas também pode ser apontado. Somente nos primeiros 30 dias da Operação Verão do Corpo de Bombeiros do Rio Grande do Sul, iniciada em 19 de dezembro do ano passado, foram 12.483 lesões registradas no litoral gaúcho, um aumento de 23% em relação ao ano anterior. Até o dia 23 de janeiro, foram 6.233 lesões na praia do Cassino.
O que fazer caso haja um acidente?
• Saia do mar imediatamente;
• Lave o local com a água do mar para remover os tentáculos aderidos;
• Não esfregue o local;
• Banhe a região com vinagre por alguns minutos;
• Use água do mar gelada ou gelo artificial com panos para aliviar a dor;
• Não utilize água doce, urina ou aplique gelo diretamente no local;
• Caso apresente sintomas como espirros, roncos, dificuldade para respirar e chiado no pulmão pode estar ocorrendo reação alérgica. Fique atento a outras ocorrências, como desorientação, inconsciência e lesões longe da região afetada. Nestes casos, ligue imediatamente para os números 192 ou 193.
Fonte: Guia Sobre Mães-d’água e Caravelas do Litoral Gaúcho
Com informações da Assessoria de Imprensa




