
A Emater-RS/Ascar está monitorando semanalmente o desenvolvimento do esporo da ferrugem asiática da soja nas lavouras. A finalidade é evitar a propagação do fungo prejudicial à produtividade, causando prejuízo ao produtor rural.
Dos 22 municípios da região, Capão do Leão foi escolhido para ser monitorado devido à logística de proximidade do laboratório da Embrapa Cascata, que é responsável pela análise das lâminas semanalmente. “Nosso trabalho é ajudar o produtor rural na tomada de decisão caso haja necessidade de aplicação de produtos químicos no controle da doença, de não aplicar ou quando aplicar, se for necessário”, explicou o chefe do Escritório Municipal da Emater, Edenilson Batista de Oliveira.
Conforme ele, as culturas têm várias etapas, obrigando o monitoramento desde a fase vegetativa e reprodutiva da planta até a conclusão total do ciclo que é de 18 semanas. Inicialmente, é feita a colheita de campo do material que é levado para análise laboratorial na Embrapa onde é feito o relatório semanal. “Essa tecnologia é nova e está sendo utilizada pelo segundo ano através de convênio entre a Emater-RS/Ascar, a Embrapa e a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR)”, disse Oliveira.
Sintomas da Ferrugem
O fungo recebe o nome técnico de Phakospsora pachyrhizi, que causa verrugas nas folhas, semelhantes a pontuações escuras. Após, as folhas ficam amareladas e com menos fotossíntese acabam caindo. A produção média de uma lavoura de soja é de 50 sacos por hectare, podendo chegar a mais, mas quando a lavoura é atingida por esse tipo de fungo a produtividade é bem baixa.
Coletor
O coletor é constituído por uma haste de ferro com base para fixação no solo. Acoplado na haste há um tubo alongado e cilíndrico de PVC. Neste é inserido um suporte para instalação de uma lâmina de vidro de microscópio colada com fita adesiva dupla face, que serve para capturar os esporos trazidos pelo vento. Técnicos da Emater substituem as lâminas que ficam dentro do coletor uma vez por semana. Essas lâminas que são retiradas são encaminhadas para os laboratórios das instituições parceiras ao programa com objetivo de detectar se há ou não a presença de esporos.
A responsável pelas análises das lâminas é a fitopatologista e engenheira agrônoma Patrícia Grimberg, que após analisar as lâminas disponibiliza todos os dados epidemiológicos sobre a ferrugem da soja para consultas em um site que é acessado por técnicos e agricultores. “As condições favoráveis para que a planta seja infectada pela ferrugem são temperaturas que variam de oito a 36 graus. Temperaturas entre 19 graus e 24 graus são as preferidas. Até o momento, o município não apresentou nenhum fungo nas lavouras. Torcemos para que continue assim”, concluiu Patrícia.
A lavoura de soja monitorada no município é de propriedade do agricultor Alexandre Cruz Costa, localizada nas Figueirinhas, distrito da Hidráulica.



