São Lourenço do Sul: Registrado aumento na venda de flores e ornamentais durante a pandemia

O casal tem sua própria floricultura há três anos e já planeja os próximos anos da empresa (Foto: Catarine Thiel/JTR)

Uma das principais medidas de combate à Covid-19 é o isolamento social. Desde março, a população está sendo orientada a ficar em casa para evitar a disseminação do coronavírus e, com isso, as pessoas começaram a prestar mais atenção na sua moradia, buscando alternativas para preencher o tempo livre. Uma das possibilidades foi começar a cuidar do jardim ou cultivar flores como forma de terapia para encarar este momento de alterações e incertezas.

Essa mudança de hábito foi notada por Letícia e Jader Dilli, casal proprietário da Floricultura Bela Flor, na localidade de Fortaleza, 1º Distrito de São Lourenço do Sul, que registrou aumento nas vendas e visitas à propriedade durante a pandemia. “Quando tudo começou em março a gente travou. Não sabíamos se íamos diminuir drasticamente a produção e diminuir a quantia plantada em anos normais, mas conversamos e resolvemos manter, sendo uma aposta que deu certo”, comenta Letícia.

A floricultura que antes vendia seus produtos em festas de comunidade e outros eventos, passou a receber visitantes em sua propriedade. Seguindo todas as regras sanitárias de distanciamento, uso de álcool gel, máscaras de proteção, dentre outros, o casal atende centenas de visitantes todos os finais de semana. Além disso, durante o atual momento, eles expandiram a venda para mais uma região do estado, contabilizando quatro regiões. Também, investiram na compra de vasos ornamentais para revenda que tiveram bastante aceitação do público.

Para o futuro, o casal planeja ampliar a área de estufas para a produção das flores, bem como adaptar o espaço para melhor receber os clientes.

A floricultura conta com centenas de espécies de flores, arbustos, cactos, suculentas, folhagens e outros (Foto: Catarine Thiel/JTR)

O começo de tudo
O início da Bela Flor também foi uma aposta do jovem casal. Eles fundaram a floricultura no ano de 2017, na propriedade da família de Letícia, com algumas mudas e um espaço de estufa de 450m². Os pais dela produzem tabaco na propriedade e deixaram um espaço para que eles pudessem colocar as primeiras estufas.

O cultivo das flores começou com a mãe do Jader, Sílvia Dilli. Ela iniciou a produção após passar por problemas de saúde que a impediram de continuar na lida da lavoura e, por isso, transformou o hobby de produzir flores em fonte de renda. Inicialmente, ela comercializava as flores em um espaço cedido na cidade, depois passou a comercializar nas festas de comunidade e outros eventos. Foi neste momento que Jader conheceu Letícia e a convidou para ajudar na venda das flores.

Em 2017, eles casaram. Letícia escolheu ficar em sua propriedade, por ser filha única, e então apostaram na produção de flores. Começaram com algumas mudas doadas pela mãe do Jader e outras sementes. A irmã dele seguiu ajudando a mãe e elas fundaram a floricultura Green Rose.

Antes da produção de flores, as duas famílias tiravam seu sustento apenas da produção de tabaco, uma atividade totalmente diferente. A principal diferença notada é a venda, em que no caso do tabaco é feita direto às empresas. “A gente tem que correr atrás de tudo, desde o plantio, vasos, flores e fertilizantes. Não possuímos a comodidade como um plantador de fumo que tem uma venda garantida, a gente planta sem saber se vai vender”, afirma Jader.

A aposta deu certo e eles já planejam as mudanças para os próximos cinco anos, buscando novas variedades de flores para surpreender cada vez mais os clientes. Também, estão buscando se posicionar nas redes sociais com conteúdos que possam ajudar os clientes na produção de flores.