Elas por Elas: manifestações ocorrem em repúdio à violência contra a mulher

Manifestações aconteceram nos municípios de Rio Grande e Pelotas (Foto: Divulgação)

*Com colaboração de Catarine Thiel 

Aconteceram no domingo (8), nas cidades de Rio Grande e Pelotas, manifestações pacíficas em prol do fim – e da conscientização – a respeito da violência contra as mulheres. O manifesto “Elas por Elas” buscou dar voz às vítimas dessas agressões que tem base na cultura machista e patriarcal que ainda está enraizada no Brasil. O ódio ao gênero feminino e a busca pela sensação de poder fazem com que o agressor subjugue mulheres de diferentes formas, seja psicologicamente ou até, fisicamente.

Tais ações podem resultar no crime de feminicídio, que é o crime de homicídio cometido pelo fato da vítima ser mulher. Os dados dos órgãos públicos de segurança apontam que em março e abril houve um aumento de 22,2% desses casos em relação ao ano passado e, ainda, durante a pandemia, tornou-se mais difícil para as vítimas realizarem as denúncias, uma vez que a maior proximidade com os agressores, muitas vezes, impedem a ida até a delegacia.

O caso da jovem Mariana Ferrer, vítima de estupro em Santa Catarina e o feminicídio da jovem Simone Souza, em Rio Grande, além de diversos casos de violência sofridas por mulheres fizeram com que um grupo de mulheres se organizasse e marchasse pelas ruas das duas cidades pedindo por respeito e segurança.

Uma das organizadoras da marcha em Rio Grande, Kamila Silva da Cruz, falou sobre a importância desse tipo de ação. “Acredito que já nos calamos por muito tempo e que está na hora de dizer basta! E essa é a importância dos protestos, fazem com que todos ponham a mão na consciência para que haja esperança de leis mais rígidas e um país melhor para todas nós mulheres!”.

Segundo a organização, mais de 500 pessoas participaram da caminhada em Rio Grande, que saiu da Praça Xavier. Já em Pelotas, o evento teve como ponto de partida o Mercado Central e também contou com grande apoio popular.

Caminhada em prol das vítimas de feminicídio em São Lourenço do Sul
Diversas vozes se juntaram em coro para pedir justiça, no sábado (7) em São Lourenço do Sul, pelos dois casos de feminicídio e outros casos de violência contra as mulheres neste ano. A caminhada começou na Alfredo Born (esquina da Afubra), passando pelo calçadão, e depois contornando a praça Central Dedê Serpa. O grupo foi acompanhado de um caminhão com caixas de som, utilizado para fazer as falas.

Caminhada ocorreu no sábado (7) (Foro: Divulgação)

Entre as reivindicações, estava o pedido de justiça pela morte recente da jovem Tairane Bauer Macedo, morta pelo ex-companheiro, e Queila Fermino de Oliveira, morta pelo esposo em janeiro deste ano. Também, pediam o fim do machismo e da cultura do estupro, lembrando dos casos de Simone Souza e Mariana Ferrer. O grupo também pedia a união entre as mulheres.