A passagem dos 214 anos de Pelotas, nesta terça-feira (7), foi o tema mais relevante nas manifestações de parlamentares que ocuparam a tribuna na sessão da Câmara, presidida por Michel Promove (PP), nesta manhã. Registraram seus cumprimentos à cidade e aos moradores, os vereadores César Brisolara (PSB), Cristiano Silva (UB), Fernanda Miranda (PSOL), Paulo Coitinho (Cidadania), Rafael Amaral (PP) e Cauê Fuhro Souto (PV).
O vereador César Brisolara manifestou orgulho por ser representante da população pelotense no Legislativo. “São mais de 320 mil cidadãos em uma das maiores cidades entre as 497 do Estado. Nós, com mandato eletivo, devemos buscar atendimento para os anseios desta comunidade. Podemos fazer mais. Ser parte da Câmara configura-se em uma missão, e que possamos realizar o que a sociedade espera – o melhor.” O parlamentar salientou que Pelotas e região tornaram-se empobrecidas, no decorrer do tempo, por diversos motivos. Essa condição leva moradores para outros municípios, principalmente jovens. “Isso mostra o tamanho de nossa responsabilidade com o desenvolvimento da cidade”.
Cristiano Silva afirmou que “o dia é de festa para todos os pelotenses, mas Pelotas não é só patrimônio. O povo é o que o município tem de mais valioso. É uma população trabalhadora, que ergueu a cidade e a conduziu ao patamar que se encontra.” O vereador falou sobre a reabertura, nesta terça-feira, do Theatro Sete de Abril, fechado por 16 anos e um dos mais bonitos do país. “A cultura agradece. O Sete tem vida própria.”
A vereadora Fernanda Miranda registrou o aniversário de Pelotas lembrando dos anos de luta. “O nome tem origem na embarcação – pelota – usada por indígenas no canal São Gonçalo, antes da colonização, das charqueadas, que prosperaram com mão de obra de africanos escravos. A história vem à tona, mostrando a base da sociedade”. De acordo com a parlamentar, pessoas vinham e vêm para o município em busca de acolhimento, para construir suas vidas e de suas famílias.
Paulo Coitinho registrou que Pelotas completa 214 anos de história alicerçada no sal e emoldurada pelo doce. “A cidade tem a participação de um povo que muito sofreu com a presença da mão de obra escrava. Com o tempo, muita coisa mudou e tem muita gente fazendo coisas boas aqui.” Reportou-se de forma especial à zona rural, salientando ter diversidade a entregar para todo o país, abastecendo a mesa dos brasileiros. “Nossa cidade é reconhecida pelas coisas positivas que fizemos e precisa de um olhar diferenciado para retomada do desenvolvimento.”
O vereador Rafael Amaral relatou seu amor e carinho por Pelotas. “Temos um lado sombrio. Os descaminhos da juventude dos bairros. Esses jovens precisam de oportunidades e a educação, o estudo, é o caminho que deve ser disponibilizado, garantido e incentivado.” O parlamentar salientou que Pelotas é plana, perto do porto e com aeroporto. O crescimento depende da orientação libertadora que chegará aos jovens. As pessoas são o maior patrimônio e devem ser valorizadas.
Cauê Fuhro Souto parabenizou os pelotenses pelos 214 anos da cidade e destacou a história e a cultura, citando a reabertura do Sete de Abril. Teceu críticas à gestão, comentando que, na madrugada, 87 pessoas estavam no Pronto Socorro. Também falou sobre o mobiliário urbano do Centro, que se encontra sucateado, e a praça Coronel Pedro Osório, com esculturas furtadas ou descaracterizadas. “Pelotas deveria estar gerando muitos empregos, mas há cada vez mais prédios desocupados, à venda ou para aluguel, porque as pessoas vão embora, investir em locais mais promissores. Os cidadãos estão sem dinheiro, o comércio está fraco, fechando, a saúde e a educação estão caóticas”, justificou.




