Pelotas e a educação
Em 08 de dezembro de 1883, foi criada em Pelotas a Imperial Escola de Medicina Veterinária e de Agricultura Prática, que mudou de nome e endereço diversas vezes até receber o nome atual, Faculdade de Agronomia Eliseu Maciel.
Posteriormente, em 12 de setembro de 1912 foi fundada a Faculdade de Direito, inicialmente fundada como faculdade livre de direito de Pelotas iniciando suas atividades no Ginásio Pelotense no palacete localizado na rua Félix da Cunha esquina Tiradentes. Tendo sido a 11ª faculdade fundada no Brasil.
Iniciando a década de 60, o então bispo diocesano, Dom Antônio Zattera, em 7 de outubro de 1960 fundou a Universidade Católica de Pelotas, reconhecida historicamente como a primeira universidade do interior do Rio Grande do Sul.
Cabe lembrar que faculdade e universidade não são a mesma coisa, existem diferenças.
Embora o decreto de criação da Universidade Federal de Pelotas seja do final de 1969, foi em 1970 que a UFPel estruturou seus primeiros conselhos, unificou os cursos das antigas faculdades isoladas (como a histórica Faculdade de Agronomia Eliseu Maciel e a Faculdade de Direito) e iniciou de fato o seu ano letivo inaugural como universidade federal integrada.
A educação foi e ainda é um importante marco para mudança do perfil demográfico, cultural e intelectual de Pelotas, transformando-a em uma cidade universitária.
O espaço público e as figuras ilustres
Em 1970, a icônica praça central da cidade ganhou um de seus importantes monumentos, a estátua em bronze do Coronel Pedro Osório, uma das figuras políticas e econômicas mais influentes da história do município. O monumento foi inaugurado para homenageá-lo como liderança que foi peça-chave na modernização e no desenvolvimento da região no início do século XX.
O Theatro Sete de Abril
O ano de 1970 marcou o centenário das primeiras grandes reformas e da consolidação do Theatro Sete de Abril assim como o conhecemos. Ao longo daquele ano, o teatro — um dos mais antigos do Brasil em atividade — recebeu peças teatrais, espetáculos de ópera e eventos solenes para celebrar a resistência da cultura pelotense, servindo de palco para grandes nomes do cenário artístico nacional.
O futebol
No futebol, o ano de 1970 foi intenso acentuando as rivalidades nos gramados pelotenses. O Esporte Clube Pelotas e o Grêmio Esportivo Brasil movimentavam multidões no Estádio Boca do Lobo e no Bento Freitas. Era uma época em que o futebol do interior gaúcho tinha muita força financeira, e os estádios viviam lotados aos domingos, refletindo o clima de paixão esportiva que dividia a cidade.
O pêssego e a indústria conserveira
Ainda nos anos 70, Pelotas vivia o apogeu econômico com a indústria conserveira que consolidava Pelotas como a maior produtora de pêssego em calda da América Latina, atraindo milhares de trabalhadores da zona rural e de municípios vizinhos para as linhas de produção das chamadas fábricas de conservas.
O carnaval
O Carnaval de Pelotas nas décadas de 1970 e 1980 foi um dos períodos mais gloriosos e efervescentes da Zona Sul. Durante esses vinte anos, a cidade ostentou com orgulho o título de “Terceiro Carnaval do País” ficando atrás apenas do Rio de Janeiro e de Salvador e, indiscutivelmente, o maior e mais luxuoso do Rio Grande do Sul.
Na próxima edição, mais uma coluna com o melhor de Pelotas.




