Plantio do trigo avança no RS e lavouras apresentam bom desenvolvimento

Semeadura ocorre de forma desigual entre as regiões, mas condições de umidade favorecem o estabelecimento das culturas de inverno. (Foto: Deise Froelich)

*Com informações da Assessoria de Imprensa

O plantio do trigo segue avançando no Rio Grande do Sul, embora em ritmo diferente entre as regiões devido às condições climáticas. Conforme o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (18), as chuvas permitiram a retomada da semeadura em algumas áreas, enquanto em outras o excesso de umidade limitou o trabalho das máquinas, restringindo as operações às janelas de tempo firme.

Nas lavouras já implantadas, o estabelecimento das plantas é considerado satisfatório, favorecido pela boa disponibilidade hídrica e pelas temperaturas adequadas. Em contrapartida, a alta umidade do solo, a nebulosidade e a baixa incidência de radiação solar têm reduzido o desenvolvimento vegetativo inicial em algumas regiões, além de dificultar a absorção de nutrientes.

Na região de Santa Rosa, a Emater destaca que as lavouras apresentam boa germinação, embora muitos produtores tenham optado por reduzir investimentos em adubação como estratégia para diminuir custos e riscos nesta safra. A estimativa da área cultivada com trigo em 2026 será divulgada na próxima segunda-feira (22). No ciclo anterior, o Estado cultivou mais de 1,16 milhão de hectares, com produção superior a 3,45 milhões de toneladas.

Entre as culturas de inverno, a semeadura da aveia-branca está praticamente concluída, com lavouras em boas condições e início do perfilhamento. A canola também entra na fase final de implantação, com expectativa de expansão da área cultivada devido ao interesse dos produtores em diversificar os sistemas de produção.

Nas culturas de verão, a colheita da soja foi tecnicamente encerrada, enquanto a do milho alcança 99% da área cultivada. Já a segunda safra de feijão segue em fase final de maturação e colheita, com pequenas perdas provocadas por geadas em algumas regiões.

Na pecuária, a disponibilidade de pastagens de inverno favorece a recuperação dos rebanhos de corte e leite. A ovinocultura também registra mercado aquecido, impulsionado pela valorização dos cordeiros e pela boa demanda.

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