Rio Grande: Primeiros trabalhadores são chamados para retomada do Polo Naval

Início das operações, segundo a Ecovix, está previsto para o dia 20 de abril (Foto: Divulgação)

Durante a manhã da última quarta-feira (15), os primeiros trabalhadores que integrarão as equipes do Estaleiro Rio Grande foram convocados para a entrega de documentação e formalização das contratações. Esta é a última etapa antes do início das operações que, segundo a Ecovix, está previsto para o dia 20 de abril, quando os funcionários iniciarão o processo de integração.

A assinatura e a entrega dos documentos ocorreram na Secretaria de Desenvolvimento, Inovação, Turismo e Economia do Mar (SMDITMAR), conforme agendamento prévio realizado pela Ecovix de forma individual com cada candidato selecionado. Ao longo da manhã, cerca de 80 pessoas tiveram suas contratações efetivadas, retornando ao mercado de trabalho.

Para a prefeita Darlene Pereira (PT), a retomada da indústria naval em Rio Grande é motivo de satisfação. “Tudo isso é fruto de muito trabalho do Executivo Municipal, em parceria com o Governo Federal, para que essa retomada se tornasse possível. A entrega da documentação oficializa a contratação desses trabalhadores, gerando empregos, fortalecendo a economia local e reforçando nosso compromisso com o desenvolvimento de Rio Grande”, afirmou.

O titular da pasta, Vítor Magalhães, destacou o impacto econômico da retomada. “A retomada das atividades no Estaleiro Rio Grande contribuirá para impulsionar o desenvolvimento econômico do município por meio da geração de emprego e renda. Realizar essa etapa tão importante na SMDITMAR está alinhado a um dos objetivos da secretaria, que é o fortalecimento do desenvolvimento econômico local”, disse.

Retomada

Com contratos assinados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante sua última visita a Rio Grande, em janeiro deste ano, o Polo Naval de Rio Grande será responsável pela construção de cinco navios gaseiros e quatro embarcações da classe Handymax. Os projetos têm valores estimados em cerca de R$ 2,2 bilhões e R$ 1,4 bilhão, respectivamente. A expectativa é de que as obras tenham duração mínima de três anos, com a entrega do primeiro navio Handymax prevista para 2027.

Segundo a Transpetro, os navios gaseiros serão utilizados para o transporte de GLP ao longo da costa brasileira, enquanto as embarcações Handymax serão destinadas ao transporte de derivados de petróleo.