
Fundada em 16 de fevereiro de 1987, a Sociedade Independente Cultural (SIC) completa 39 anos reafirmando seu papel como uma das principais referências culturais da fronteira entre Jaguarão e Rio Branco. Criada por ativistas culturais, estudantes e professores no contexto da redemocratização dos dois países, a entidade nasceu com a missão de fortalecer a expressão artística, promover o pensamento crítico e integrar culturas historicamente conectadas.
Ao longo de quase quatro décadas, a SIC consolidou-se como associação cultural sem fins lucrativos e foi certificada em nível nacional e estadual como Ponto de Cultura no Rio Grande do Sul. Mesmo diante de limitações financeiras, construiu uma trajetória marcada pela continuidade de projetos e pela formação de público.
Nos anos 1990, destacou-se com iniciativas como o JaguarArte, o Grupo Cênico Contranestesia — cuja montagem Nuestra América figurou entre os cinco melhores espetáculos do teatro amador do Estado, em 1995 —, além do Coral Independente e dos Seminários Sócio-Culturais. A entidade também lançou o projeto musical Canto do Jaguar e mantém, em sua sede, uma biblioteca de periódicos de valor histórico, em parceria com o Círculo Operário de Jaguarão e o Sebo Literatum.
A partir de 2013, a criação da Feira Alternativa de Literatura e Artes da Fronteira (Fala) ampliou a atuação da entidade, consolidando-se como movimento anual de integração cultural da região, reunindo literatura, teatro, música, dança e debates em programação diversificada. A SIC também participou da Conferência Nacional de Cultura, em Brasília, e do Fórum dos Pontos de Cultura do Rio Grande do Sul.
Nos últimos anos, a instituição expandiu seu alcance para o audiovisual com a produção do longa Fronteriz@s (2021) e a realização do 1º Festival de Cinema de Jaguarão, em 2025, que registrou recorde de inscrições e público. Paralelamente, mantém atuação comunitária por meio do projeto Fala Comunidade, que promove oficinas artísticas em diferentes bairros da cidade, com foco na valorização de saberes tradicionais e na integração binacional.
Aos 39 anos, a Sociedade Independente Cultural reafirma sua vocação de ser espaço de criação, formação e diálogo na fronteira, mantendo a cultura como instrumento de transformação social. A entidade também destaca parcerias com comerciantes locais e instituições como Theatro Esperança, Clube 24 de Agosto, Ilê Axé Mãe Nice D’Xangô, Museu Carlos Barbosa, Universidade Federal do Pampa (Unipampa), Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul), além da Secretaria Municipal de Educação (SMED), do Município de Río Branco, da Casa da EcoSol e da Paróquia do Divino Espírito Santo, entre outros.



