
Com a finalização da safra 2025/2026 da cultura do pêssego, na sexta-feira (30), o Escritório Municipal da Emater de Morro Redondo fez uma avaliação e planejamento da próxima safra 2026/2027.
Conforme o chefe do escritório municipal, engenheiro agrônomo, Evaldo Voss, o balanço dessa safra mostrou uma produção de 6.750 mil toneladas de frutas nas 450 hectares de pomar do município, essa produção representa um faturamento bruto da ordem de R$13,5 milhões, para um universo de 60 famílias envolvidas diretamente com a produção de pêssegos.
Para essa produção se viabilizar foram necessários a aplicação aproximada de R$ 5 milhões em insumos (Fertilizantes, Defensivos e óleo Diesel), R$3 milhões para remuneração de mão de obra de terceiros e R$ 1 milhão para transporte.
Evaldo salienta, “esses números visam demonstrar a importância dessa atividade para o município, sem abordar o processo industrial também realizado aqui e que oportuniza emprego e renda para uma parte significativa da população trabalhadora local e regional, e a agregação de valor obtida através da produção de compotas e doces”.
Um acompanhamento importante a ser realizado é a evolução dos custos de produção, indicador fundamental para a tomada de decisão, o qual apresentasse da seguinte maneira:

O engenheiro agrônomo pontua ainda que o aumento de custos de insumos da próxima safra 2026/2027 em relação à safra anterior se deve ao incremento de adubação de base proposto, realizado para adequar a projeção de custos a demanda de adubo recomendada.
Os Tratos Culturais que abrangem, duas adubações químicas de manutenção (mão de obra familiar ou contratada), duas adubações químicas de cobertura (mão de obra familiar ou contratada), oito aplicações conjuntas de Fungicida+Inseticida com trator de pneus de 70 a 90CV, três aplicações de formicida (mão de obra familiar ou contratada), seis aplicações de isca tóxica inseticida com trator de pneus de 70 CV e pulverizador jato dirigido, poda de produção (mão de obra familiar ou contratada), roçada mecanizada com trator de pneus de 70 a 90CV+ roçadeira, raleio de frutos (mão de obra familiar ou contratada), foi o componente do custo que sofreu maior aumento ao longo das safras, motivado pelo aumento do custo do óleo diesel e da mão de obra.
Por fim, Evaldo cita que o sucesso dessa atividade passa pelo constante aperfeiçoamento do produtor, adoção de tecnologia e controle de custos, para isso é fundamental realizar as anotações de despesas de forma organizada, permitindo a análise dos números para a tomada de decisões.



