
Autoridades municipais, militares, tradicionalistas e integrantes da comunidade participaram, na terça-feira (27), de atos solenes em alusão aos Festejos da Epopeia do 27 de Janeiro de 1865, data considerada um marco histórico para Jaguarão.
As atividades tiveram início na Praça Comendador Azevedo, com o hasteamento das bandeiras, em cerimônia organizada pelo CTG Rincão da Fronteira.
Na sequência, uma comitiva deslocou-se até o Cemitério das Irmandades, onde foi realizada uma cerimônia organizada pelo 12º Regimento de Cavalaria Mecanizado (12º RCMec). No local, ocorreu uma homenagem junto ao túmulo do coronel Manoel Pereira Vargas, figura histórica para Jaguarão, cuja atuação foi determinante para a consolidação do município como ponto estratégico na defesa da fronteira. O encerramento das atividades ocorreu no final da tarde, com o arriamento das bandeiras, concluindo a programação alusiva à data histórica.
A Epopeia remete aos acontecimentos de 1865, quando o então presidente uruguaio, Atanasio Cruz Aguirre, ordenou a invasão do território brasileiro como forma de retaliação à ocupação de Paysandú. A força uruguaia era composta por 1.500 cavaleiros, sob o comando do general Basílio Muñoz e de seu subordinado, o coronel Timóteo Aparício.
O ataque à Jaguarão foi por volta das 15h. À época, a cidade estava guarnecida por 494 homens, sendo 94 soldados regulares e 400 integrantes dos corpos provisórios de cavalaria números 15 e 28, sob o comando de Vargas. Apesar da superioridade numérica, o ataque uruguaio foi repelido com sucesso pelas forças brasileiras, levando à retirada dos invasores ainda na noite do mesmo dia.
O confronto resultou em duas mortes e quatro feridos do lado brasileiro, enquanto as forças uruguaias registraram seis mortos e vinte feridos. Em razão desse episódio, Jaguarão passou a ser reconhecida até os dias atuais como a Cidade Heróica.



