Soberanas iluminam a 42ª Feovelha com sonhos e orgulho de representar

Corde adulta é composta por Carolina Luiz, Jaqueline Pinheiro e Raissa Kaist. (Foto: Divulgação)

A Feovelha chega à sua 42ª edição consolidada como uma das maiores feiras especializadas em ovinos do país. Além da ovinocultura, o evento contempla outros segmentos da agropecuária, do comércio e da cultura regional. A feira também se destaca pela representatividade de sua corte de soberanas que, com beleza, simpatia e carisma, simboliza a identidade do evento e atua como porta-voz da Feovelha junto à comunidade e aos visitantes.

As soberanas são responsáveis por representar oficialmente a feira e levar ao público a identidade, a tradição e o espírito acolhedor da Feovelha. A corte adulta da edição de número 42 é representada por Carolina Moreira Luiz, Jaqueline de Mello Pinheiro e Raissa Martins Kaist.

Carolina Moreira Luiz, de 20 anos, acadêmica do quarto semestre de Zootecnia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), integra a corte e mantém uma relação com a feira desde a infância. “Frequento a feira desde pequena, quando acompanhava meus pais. Sempre me encantei com as coroas, os vestidos e tudo o que envolve a Feovelha”, recorda.

Mesmo sem atuação direta na ovinocultura, Carolina destaca que sua formação acadêmica mantém a ligação com o setor. “Não tenho vivência com ovinos, mas sigo na área através da graduação e pretendo trabalhar com ovinos e bovinos ao me formar”, explica. Sobre a participação no concurso: “Cresci entendendo a importância de representar a Feovelha como soberana. O incentivo da minha mãe e da minha amiga Márcia Moura, que me convidou para representar a Papelaria Papyros, foi fundamental para estar aqui hoje”.

Para Carolina, assumir o título significa representar o maior evento do município. “Ser soberana da Feovelha é uma grande honra. É representar a cidade onde nasci e cresci, levar um pouco de quem eu sou e acolher as pessoas da melhor forma possível, com humildade e carinho”, diz. Ao falar sobre o papel da corte, completa: “Cabe às soberanas divulgar a feira, acolher os visitantes, fazer amizades e viver esse momento com amor e satisfação”.

O trabalho da corte iniciou em janeiro, com participação no lançamento da 42ª Feovelha durante o Jantar do Cordeiro, realizado em agosto de 2025. Em setembro, as soberanas estiveram em Esteio, durante a 48ª Expointer, para o lançamento da feira no auditório da Farsul. Em novembro, ocorreu a escolha das Mini Soberanas, fortalecendo o vínculo da corte com a comunidade. Segundo Carolina, a agenda de divulgação é intensa. “Fomos até a capital do Estado para divulgar a Feovelha por toda a cidade. Fomos muito bem acolhidas, o que torna tudo ainda mais especial”, finaliza.

Jaqueline de Mello Pinheiro, de 21 anos, acadêmica do último ano do curso de Biomedicina da Anhanguera de Pelotas, integra a corte com uma ligação profunda com a feira e com o município. “A Feovelha faz parte da minha história desde muito cedo. Foi no Parque Charrua que criei memórias e aprendi que ela não é apenas um evento, mas um símbolo da nossa tradição, da nossa cultura e da identidade da nossa cidade”, afirma.

Criada no meio rural, Jaqueline destaca a vivência familiar com a ovinocultura como parte essencial de sua formação. “Meus pais eram criadores de ovinos e cresci aprendendo o valor do trabalho no campo. Ainda participo de campereadas e tenho um carinho especial pelos ovinos”, relata. Segundo ela, a decisão de participar do concurso surgiu do desejo de representar o município e valorizar suas origens. “Não é sobre uma faixa ou um título, mas sobre dar voz a quem constrói a base do nosso município”, explica.

Para Jaqueline, ser soberana vai além do título. “Representar a Feovelha é representar a história de Pinheiro Machado, o trabalho do produtor rural e tudo o que a feira construiu ao longo de seus 42 anos”, ressalta. Sobre o reinado, disse: “O mandato segue até a próxima edição da feira, exigindo comprometimento e responsabilidade”.

Raissa Martins Kaist, de 19 anos, estudante de Design Gráfico no Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul), campus Pelotas, representa a juventude e o orgulho do município. Com forte ligação com o meio rural, ela relembra: “Minha ligação com a feira começou ainda na infância. Meus pais sempre me levaram, e tenho um carinho especial e uma conexão afetiva com a Feovelha”.

Segundo Raissa, a convivência com a ovinocultura despertou o interesse pela área da saúde animal. “Meus tios são criadores de ovelhas e, desde pequena, gosto de lidar com os animais. A partir disso, surgiu o interesse em cursar Medicina Veterinária”, comenta. Para ela, ser soberana é a realização de um sonho: “Participar do concurso era um sonho de infância”.

Como soberana, Raissa explica que o papel da corte é ser porta-voz da feira. “Representar a Feovelha com simpatia, responsabilidade e orgulho, valorizando a cultura local e aproximando a comunidade dos visitantes e expositores”, conclui.

Corte Mirim se destaca por maturidade e responsabilidade com o título

Além da corte adulta, a 42ª edição da Feovelha também apresenta, pelo segundo ano consecutivo, a Corte Mirim, fortalecendo a integração entre gerações e reforçando o vínculo entre infância, família e campo.

Alice Machida, Helena Cassel e Helena Bandeira compõem a corte mirim. (Foto: Divulgação)

Alice Mayumi Alves Machida, de 8 anos, diz estar muito alegre em participar do evento e traz o seu vínculo com o campo para os holofotes. Incentivada pela mãe, ela sonha em se tornar soberana adulta no futuro e mantém uma relação próxima com a vida rural, acompanhando os avós nos cuidados com os animais. “Tenho um cordeiro chamado Chiquinho, que crio com mamadeira, gosto muito dos animais. Para mim, participar do concurso é uma forma de celebrar a nossa cultura e incentivar outras crianças”. Alice ressalta que o festejo é uma maneira de se conectar com aqueles que compartilham dos mesmos valores.

Helena Cassel, de 9 anos, afirma que a participação no concurso representa uma oportunidade de aprendizado e superação. “Não fui escolhida na outra edição, mas quis tentar de novo porque sempre sonhei em ser da corte”, responde animada. Sonhadora, Helena diz que pretende ajudar a mãe no futuro e acredita que participar da Corte Mirim fortalece valores como confiança e determinação.

Já Helena Corrêa Bandeira, de 8 anos, conta que sempre sonhou em ser Mini Soberana. “Sempre participei da lida campeira com o meu pai e aprendi a lidar com os animais”, explica a pequena que tem o pai como maior incentivador da vida no campo. Para Helena, representar a Feovelha é uma forma de valorizar as raízes campeiras e mostrar o orgulho de fazer parte da tradição local.