Movimento Sul Resiliente mobiliza lideranças para construção de plano regional para enfrentamento dos desafios climáticos

Prefeitos e representantes municipais assinaram a carta de adesão ao movimento lida pela presidente da Agência de Desenvolvimento da Zona Sul, Paula Mascarenhas, ex-prefeita de Pelotas e atual secretária estadual de Relações Institucionais. (Foto: Rodrigo Chagas)

O Movimento Sul Resiliente, lançado na quinta-feira (4), em Pelotas, mobilizou lideranças da zona sul do estado para construir, de forma colaborativa, o Plano de Adaptação e Resiliência Regional (PAR). Criado pela Agência de Desenvolvimento da Zona Sul, a iniciativa reuniu prefeitos, agentes de segurança pública e defesa civil, comunidade científica, empresários e servidores públicos para iniciar o processo de formulação de medidas conjuntas para o enfrentamento de desafios climáticos. Mais de 300 participantes estiveram no Auditório do Sicredi para acompanhar as apresentações que destacaram as ações já executadas, planejamentos setoriais, além dos próximos passos que o Movimento tomará futuramente.

Prefeitos e representantes municipais assinaram a carta de adesão ao movimento lida pela presidente da Agência de Desenvolvimento da Zona Sul, Paula Mascarenhas, ex-prefeita de Pelotas e atual secretária estadual de Relações Institucionais. Os gestores assumiram os compromissos de atuar conjuntamente na elaboração e atualização permanente do PAR, promover ambientes de cooperação entre as cidades para troca de informações, tecnologias, protocolos e boas prática, estimular a participação social, envolvendo as comunidades locais, apoiar ações que fortaleçam a capacidade adaptativa da região, reduzam vulnerabilidades e preparem as cidades para eventos climáticos extremos, integrar esforços com instâncias estaduais e federais, buscando sinergias, recursos e políticas públicas alinhadas à resiliência.

Por fim, se empenharam em trabalhar pela proteção da vida, do patrimônio, do meio ambiente e da economia regional, com foco no desenvolvimento sustentável e na segurança das futuras gerações. “Vamos nos unir para agir estrategicamente e estarmos preparados para os eventos extremos. Nossa região vai ser a mais resiliente do estado e isso é um ativo fundamental para gerar desenvolvimento e novas oportunidades”, afirmou Paula.

Conforme a coordenadora do Núcleo Integrado de Previsão (NIP) da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Tamara Beskow, os próximos passos da mobilização serão de encontros nas cidades da região para exposição de experiências e problemas das comunidades, além de captação de dados locais para consolidação dos diagnósticos para elaboração do PAR. “O Movimento vai focar na região que compreende as duas bacias hidrográficas, do Camaquã e Mirim-São Gonçalo, com um todo e não de forma fragmentada, como é hoje. Vamos construir soluções coletivas para que possamos enfrentar de fato os desafios climáticos”, ressaltou a professora.

Além do NIP, o movimento conta com o apoio do Centro Interinstitucional de Observação e Previsão de Eventos Extremos da Universidade Federal do Rio Grande (Ciex-Furg), cujo trabalho inovador foi apresentado pelo professor Marcelo Pias.

O coronel Marcio Facin, coordenador regional de Proteção e Defesa Civil, destacou a necessidade de ampliar as ações integradas para que o movimento se consolide.”O Estado vem fazendo grandes investimentos em equipamentos de previsão, reforços nasinfraestruturas e nas condições de trabalho da Defesa Civil. Estou convicto que esse movimento irá ampliar ainda mais nosso potencial para que nossa região se desenvolva com mais segurança e capacidade de lidar com crises extremas”, pontua.

No evento de lançamento, os temas da Educação e Saúde, se destacaram. A secretária estadual de Educação, Raquel Teixeira, apresentou o Plano de Contingência Escolar para eventos climáticos e as Escolas Resilientes, ações que poderão ser replicadas também para os municípios. Já a ex-secretária de Saúde das cidades de Rio Grande e de Pelotas, Roberta Paganini, expôs o trabalho integrado de profissionais de várias universidades gaúchas que possibilitará o apoio técnico para elaboração de Planos de Emergência em Saúde na região.

O Movimento Sul Resiliente conta com as parcerias da Associação dos Municípios da Zona Sul (Azonasul), Defesa Civil do RS, do NIP/UFPel e Ciex-Furg.