
O mês de novembro é o mês preferencial de semeadura da soja para a maioria dos produtores da região. Estão semeados 53% do total estimado para o plantio nesta safra 2025/2026. Nas áreas já cultivadas, as plantas de soja estão 100% na fase de desenvolvimento vegetativo. Segundo o Acompanhamento Semanal das Culturas da Emater Regional, até o momento, as plantações estão dentro da normalidade com bom estande e sanidade das plantas.
A estimativa de área para o cultivo da soja é de 515.764 hectares em todos os 22 municípios da Zona Sul, com destaque para Piratini, que espera semear 60 mil hectares da cultura. Em seguida vem Canguçu, com a intenção de plantio de uma área de 57 mil hectares.
Na primeira quinzena do mês de novembro, a semeadura da safra 2025/2026 ocorreu de forma intensa, possibilitada pelas condições de umidade nos solos em todos os municípios da região e ocorrência de chuvas no dia 17 de novembro. Os volumes acumulados variaram significativamente e não ultrapassaram os 32 milímetros, precipitação registrada em Santana da Boa Vista. O menor volume acumulado de chuvas foi verificado em Santa Vitória do Palmar, com apenas 3 milímetros. Estas precipitações auxiliaram a recuperar a umidade nos solos, permitindo a continuidade dos plantios.
Já nesta segunda quinzena, as condições de baixa umidade nos solos começaram a limitar as operações de semeadura. Segundo a Emater, ocorreram chuvas em alguns dos municípios da região na sexta-feira (21). No entanto, os volumes acumulados foram extremamente baixos, não ultrapassando os oito milímetros, volume registrado em Morro Redondo. “Estas precipitações não foram suficientes para repor a umidade ideal nos solos da região toda”, diz o informe. Segundo os técnicos, nas primeiras semanas de dezembro já devem ocorrer impedimentos de semeadura, em razão dos solos sem condições de umidade ideais para seguirem os plantios.
Nas áreas onde serão implantadas as lavouras de soja desta safra 2025/2026, os sojicultores realizam as operações de dessecação pré-plantio. Em muitas das lavouras, os produtores estão optando pelo revolvimento do solo, utilizando subsoladores, descompactadores, lavração e gradagens. Em áreas arrendadas é comum observar o plantio em solo compactado e com baixo resíduo de palhada, problemas decorrentes do excesso de lotação do gado durante o inverno. Este cenário tende a tornar a cultura menos tolerante ao déficit hídrico durante o ciclo.
Os produtores seguem realizando as correções de acidez dos solos através das aplicações de calcário. A maioria aplica o calcário somente a lanço e em superfície. Os produtores rurais relatam enfrentar problemas para acessar o crédito rural, onde muitos estão com endividamento alto e outros não possuem as garantias exigidas pelos agentes financeiros. Existe muita demora na definição das prorrogações das dívidas das safras anteriores, dificultando a vida do produtor. Com isso, deve ocorrer redução no número de produtores que deverão usufruir do crédito rural.
Mercado
Na última quinzena de novembro, os preços operaram com pequenas variações nos valores pagos aos produtores da região. Os preços apresentaram valores entre R$124,00 e R$142,00 por saco de 60 quilos. Em Rio Grande, o preço foi de R$ 142,00, Jaguarão R$128,00; Pelotas R$ 129,00; Piratini R$124,00; São Lourenço do Sul R$128,00; Canguçu R$129,00 e Santana da Boa Vista a R$127,00. Algumas empresas e cerealistas compradores bonificam em até R$2,00 por saco quando o sojicultor apresenta o Cadastro da Agricultura Familiar (CAF) em dia.



